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A certeza de que nada é por acaso

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Milly

Não acredito em acaso e algo muito especial aconteceu para comprovar que tudo tem um propósito.

Em 2 de janeiro, após um exaustivo sábado de plantão, descobri que minha tão desejada folga no dia seguinte não aconteceria. Devido uma pequena confusão de datas minha plantonista não havia se programado para ir. Como estava muito cansada fiquei chateada por ter que trabalhar. Um tempo depois ela disse que poderia ir, mas eu já havia me programado mentalmente para o plantão. Pensei que teria uma razão para eu ir trabalhar.

Entre alguns pacientes, atendi Milly. A pequena Poodle de 17 anos chegou no colo de seu tutor. Fiz o pronto atendimento e alguns procedimentos e devido à gravidade do caso, a encaminhei a para internação. O proprietário da Milly demonstrou confiança imediata, não questionou nada que fiz e sugeri. Demonstrou, o tempo todo, que sua única preocupação era o bem estar da Milly. Ao final da consulta, agradeceu e disse: “Que bom que você estava aqui.” Embora não tenha proporcionado o conforto imediato da pequena, ele reconheceu que fiz tudo o que estava a meu alcance com amor. E essa é uma das maiores recompensas. O reconhecimento do nosso trabalho não só pelo resultado, mas por nossa dedicação. Então contei a ele que na verdade não deveria estar de plantão, mas descobri que pela Milly eu deveria, sim, estar lá.

Após um dia de internação eles retornaram à clínica. Quarta-feira, 6 de janeiro. Embora o problema que levou Milly até minha clínica tivesse se resolvido, muitas outras coisas impediam que seu corpinho de 17 anos exercessem suas funções normais. Muito otimista que sou, mas também realista, disse que não esperava uma grande melhora e combinamos de nos ver em cinco dias. Caso a pequena demonstrasse sofrimento e/ou piora, que a trouxesse antes.

Sexta-feira, 8 de janeiro, eles retornaram. Antes da data programada. Mau sinal. Esse foi um entre outros momentos difíceis da minha profissão. Decidir, junto aos seus tutores, o que seria melhor para Milly. Nunca é fácil. E, embora não tenha obrigação de fazer algo que realmente me machuca, meu objetivo é sempre proporcionar conforto e bem estar aos animais que passam por minhas mãos. E se o melhor que posso proporcionar é a boa morte, não posso fugir.

Quando há dúvida costumo elaborar perguntas a mim mesmo e aos proprietários para, juntos, conseguirmos decidir. Milly já não interagia com as pessoas da casa de nenhuma maneira, não andava, não se alimentava, apresentava dor e começou a vocalizar isso nos últimos dias. Infelizmente não tive a chance de conhecer a Milly de verdade, pois desde que a conheci apenas uma parte dela estava presente. E mesmo num momento tão triste, senti muita gratidão pelos tutores depositarem tanta confiança em meu trabalho. Antes de sair o proprietário me agradeceu com muito carinho.

A Milly partiu em paz e amparada com muito amor. Essa eutanásia foi um ato de coragem e amor por parte dos proprietários. Nenhum animal merece sofrer. Eles são bons demais. Merecem amor e não dor.

E essa história não terminou.

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Jamille

Na semana seguinte fui atender minha paciente de acupuntura há um ano, a Jamille. Minha querida cliente Tati que a indicou e tenho um carinho enorme por toda a família Sakumoto. Durante a sessão o Thiago, seu tutor, disse que estavam muito tristes porque na semana anterior a mãe da Jamille tinha falecido. Depois de mencionar a idade e nome, com muita surpresa e emoção descobri que a pequena Milly era a mãe da minha amada Jamille!

Encarei isso como uma benção. Conhecer os tutores da Milly foi um presente. Num momento de perda e dor profunda de uma família que conviveu 17 anos com um ser tão amado, houve espaço para demonstrarem carinho e gratidão.

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Jamille

Muitas pessoas questionam a nós, veterinários, como conseguimos lidar com a morte, com o sofrimento e ter coragem de fazer uma eutanásia. Digo com absoluta certeza que é o amor que nos move. O amor pelos animais, os rabinhos abanando de alegria, as lambidas de carinho e a felicidade dos nossos amigos clientes quando conseguimos melhorar um pouquinho que seja a vida de seus melhores amigos. É o amor que nos dá coragem de enfrentar nossos medos. É o amor que me possibilita, todos os dias, lidar com situações que nem em sonho achava que conseguiria.

E além de amor de sobra, o que sinto é gratidão. Obrigada Milly, Maria Helena, Ervin e família. Obrigada Dani, Thiago e Jamille. Obrigada Tatti, Nino querido e Chico. Obrigada Cris, Vivi, Jully, Tommy e Emy. A família de vocês só me deu amor.

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Maria Paçoca

Maria Paçoca

 

Gostaria de contar um pouco a história da Maria Paçoca e pedir a ajuda de vocês. Essa garotinha foi abandonada no estacionamento da Cobasi (filial Radial Leste), no dia 28 de dezembro de 2014. Ela ficou dois dias conosco e desde o primeiro instante fiquei encantada e comovida com tanta carência e doçura.  Não sabemos de onde ela veio, se tinha dono, se era de rua, mas soubemos desde o início que ela não gostava de ficar sozinha. Foram dias angustiantes até encontrar o primeiro lar temporário – Gabriel a recebeu de braços abertos em seu apartamento, para passar a véspera de ano novo até conseguirmos um outro lugar para ela. Como ela ficaria sozinha na noite de réveillon, fiquei preocupada que ela ficasse aterrorizada com o barulho dos fogos e destruísse alguma coisa no apartamento do Gabriel. Felizmente deu tudo certo!

Maria Paçoca No segundo lar temporário, na casa da querida Alessandra, a Paçoca aproximadamente 20 dias. Ela passou esse período com dois outros cães e uma criança, interagindo bem com todos de casa. Então a garota encontrou sua atual tutora, a Daniella. Sabíamos desde o início que a Paçoca sofria da “síndrome do abandono”, e a Dani desde o começo não mediu esforços para cuidar dessa garota. Até arrumou um novo amigo para fazer companhia, já que tem uma rotina de trabalho que faz com que ela fique muitas horas fora de casa.

O problema é que por ficar muito tempo sozinha, a Paçoca tem tentado fugir de todas as maneiras, até tentando subir no telhado. Se fica dentro de casa enquanto a Dani não está, destrói alguma coisa na tentativa de segui-la. A preocupação maior da Dani é que ela esteja sofrendo e que se machuque numa dessas tentativas de fuga. Entretanto, a Paçoca é de temperamento calmo e tem o hábito de sentar para “pedir” alguma coisa. Aprendeu alguns comandos, é extremamente dócil, se relaciona bem com cães e pessoas, é ótima com crianças e tolera o irmãozinho mais novo que a atormenta e mordisca o tempo todo. O “problema” desse menina é sofrer de carência excessiva.

A Dani tem deixado a Paçoca na creche 3 vezes na semana, mas mesmo assim disse que está bem complicado nos Maria Paçoca e José Biscoitodemais  dias quando fica em casa sozinha. Ela sai cedinho para trabalhar e volta só a noite. E de sábado também trabalha. Sugeri mais uma vez tentarmos o adestramento, mas caso não ajude, a Dani gostaria realmente de encontrar um novo lar para a Paçoca. O ideal é uma família que fique mais tempo em casa e tenha tempo para ela.

A Paçoca já está castrada e vacinada. Tem aproximadamente 16 kg e é um doce de cadelinha.

Caso alguém tenha interesse em conhece-la, e/ou possa me ajudar a encontrar um novo lar para a Maria Paçoca, agradeço de coração.

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Sobre as relações humanas na clínica de pequenos animais

 

Desde quando optei pela Medicina Veterinária sabia que teria dificuldades para lidar com a morte e com o sofrimento. Cheguei até a pensar em desistir no quarto ano de faculdade, quando iniciaram as aulas de técnica cirúrgica. Nunca aceitei que, para o nosso aprendizado, alguns animais eram destinados à eutanásia. Para mim, todo e qualquer animal é realmente um ser especial e com direito à vida. Aquilo de certa forma me feria. Mas segui em frente.

Devido a preocupação e importância que sempre tive com o relacionamento que desenvolvemos com nossos animais e pacientes, dediquei meu trabalho de conclusão de curso, em novembro de 2003, para esse assunto: a morte dos animais de companhia na clínica de pequenos animais. Não aprendemos na faculdade a lidar com as emoções humanas e com as nossas emoções. No decorrer da profissão passamos por muitas situações e momentos difíceis. Lidamos com a vida, com o amor dos donos por seus cães, e um dia eles se vão – sejam novos ou velhinhos. Na rotina da clínica muitas vezes não temos tempo de superar cada perda, cada história, cada final triste. E poder falar sobre isso acredito que seja uma maneira de exteriorizar o que me angustia.

Nesse últimos meses tivemos muitas perdas em nossa clínica – todos pacientes idosos e com doenças crônicas. Nessa fase final, acabamos nos aproximando mais de nossos clientes e pacientes, estreitamos laços de amizade, carinho e solidariedade. Lidar com a morte não é nada fácil. Lembro que no primeiro post desse blog falava justamente da dificuldade em lidar com o sofrimento e com a dor nessa fase final e, principalmente, saber se chegou o momento de decidir pela eutanásia. Tenho alguns critérios de avaliação que compartilho com o proprietário para ajudar na decisão. Mas cada caso tem suas particularidades e deve ser analisado de maneira individual. A eutanásia por conveniência é desencorajada e o bem estar do animal é colocado sempre como prioridade.

Há quem diga que por amar tanto os animais nunca faria veterinária. Muito se engana quem pensa que amamos menos, que sentimos menos e que por sermos veterinários nos acostumamos com as perdas. Apenas aprendemos a lidar com tudo isso, para continuarmos a trabalhar com o que mais amamos: os animais.

Devido a licença maternidade da minha sócia e outros contratempos  (incluindo minha dedicação ao meu Manolinho que, atualmente, está muito bem) fiquei muito tempo sem escrever. Há tempos andava angustiada e acredito que foi um acúmulo de emoções. Aquelas emoções diárias que vão se juntando a cada dia de trabalho. Uma vez uma colega de faculdade disse que não tinha tempo para sofrer por cada animal que partia, então ela acumulava essa tristeza e sofria de uma vez. Talvez seja mais ou menos assim, nossa vida sempre corrida não permite que a gente pare para lidar e superar cada perda. E dessa vez acumulei todas elas dentro de mim. E ainda me sinto triste pelas vidinhas interrompidas nos últimos meses.

Gordo - o beagle da Katia e do Claudio

Gordo – o beagle da Katia e do Claudio

Porém, sou muito grata por ter compartilhado, junto com cada amigo proprietário, tantas histórias lindas de dedicação e amor incondicional. Dentro das possibilidades e condições financeiras e emocionais de cada um, tenho orgulho em dizer que todos os nossos clientes fizeram o melhor para o seu animal. Nossos pacientes tiveram todo o amor, cuidado e dedicação que mereciam graças a tutores realmente excepcionais. E partiram deixando saudades e lindas histórias de um amor sem fim. Agradeço pela confiança e carinho, e principalmente por cuidar tão bem do seu melhor amigo – Gordo, Beagle, 12 anos da Katia, Claudio e Mark; Princesa, SRD, 16 anos da Marizete; Atena, Labrador, 16 anos do Sr. Manuel; Suzi, Poodle, 13 anos da Maria Cristina, Zahra, Beagle, 11 anos da Eunice; Dindinha, maltês, 11 anos da Maria Edna; Mel, Persa, 5 anos da Michelle e Marrie, SRD, 14 anos da Mara e Renato. Obrigada por confiarem seus melhores amigos aos nossos cuidados. Foi uma honra poder cuidar de cada um.

 

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As boas novas

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Há tempos não passo por aqui e algumas pessoas me escreveram pedindo notícias do meu Manolinho. Isso me deixa muito feliz e me sinto na obrigação de contar para vocês como estamos. 2013 não foi um ano fácil, mas não diria de forma alguma que foi um ano ruim. Meu pai sofreu um acidente de carro em dezembro de 2012 e como consequência teve lesão medular, ficou uma semana na UTI e um mês internado. Eu e minha família tivemos que nos adaptar a uma nova rotina cheia de cuidados, preocupação, muita gente em casa e muitas noites sem dormir. Meu pai é um guerreiro e com toda sua dedicação e força de vontade segue se recuperando muito bem.

Em fevereiro diagnostiquei meu Manolo com diabetes e os cuidados foram triplicados. Desde então, passo algumas horas na cozinha preparando sua alimentação e tantas outras estudando maneiras de mantê-lo sempre com saúde. Sempre dei importância para a alimentação e o Manolo me tornou adepta e fã da comida caseira também para os cães. Fiz alguns cursos sobre alimentação e medicina preventiva e enriqueci meu conhecimento graças ao meu ex gordinho.

No início do tratamento o peso do Manolo era 14,6kg e administrava 7 unidades de insulina a cada 12 horas. Hoje, ele pesa aproximadamente 11,6kg e usa 1,5 unidade de insulina a cada 12 horas. Ele come comida caseira 3 vezes ao dia e a rotina dele é mais ou menos dessa forma:

8h: 1/4 refeição diária + 1,5 unidade de insulina e em seguida um Pet Palito Zero ou um pedaço de maçã

12h: 1/4 refeição diária

Tarde: um palito/beiju (para roer)

20h: 1/2 refeição + 1,5 unidade de insulina + 1 castanha do Pará

Sei que muitos colegas não indicam petiscos e frutas para cães diabéticos, mas como sou veterinária e proprietária muito zelosa controlo sempre a glicemia dele. Só por isso “saio um pouco da linha”. É importante dizer que todas as vezes que tento acrescentar algo diferente na dieta controlo a glicemia com maior frequência.

Desde o ano passado ele já passou por dois procedimentos cirúrgicos simples com anestesia geral e não teve problema algum. Felizmente também não teve alteração na visão, o que me deixa extremamente feliz! Entretanto, continua “roubando” comida e tirando o meu sossego. Mas quando ele está bem me devolve o sossego e enche meu coração de alegria.

A última novidade é que no final do ano o Manolo e a Lolita ganharam uma irmãzinha nova – a Amora. Adotei a pequena em novembro de 2013 quando ainda tinha pouquíssima chance de sobrevida. Ela ficou internada por quase duas semanas no INVET e graças aos meus colegas Juliana e Danilo se recuperou bravamente de um quadro gravíssimo de insuficiência renal aguda. Eu acreditei nela e todos os dias ela me mostra o quanto valeu à pena. O Manolo nem liga para a Amora e continua vivendo num mundinho só dele, mas com a Lola (e com meu sobrinho Pedro) ela brinca o dia todo.

A Amora veio num momento em que realmente não precisava (e nem gostaria) de cuidar de mais ninguém. Tenho mais sujeira para limpar, mais gastos, mais cuidados, mais comida para fazer e mais preocupação. Em contrapartida tenho mais amor, mais orgulho, mais satisfação, mais emoção e mais alegria nos meus dias. A Amora se tornou meu “pequeno milagre”. Por tudo isso posso dizer que 2013 foi, sim, um ano muito especial. Tive amor de sobra, pessoas especiais ao meu lado e muitos motivos para comemorar!

Amora ainda internada, em novembro de 2013

Amora ainda internada – novembro de 2013


Amora - janeiro de 2014

Amora – janeiro de 2014

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O ônus e o bônus de ser uma proprietária veterinária

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Nesse mês completam 7 meses que meu Manolo, um Beagle atópico de 9 anos, foi diagnosticado com diabetes. Para quem não sabe, atopia é um tipo de alergia muito comum em cães e não tem cura, apenas controle. Um cão atópico pode ter alergia a uma série de coisas – poeira, produtos de limpeza, xampus, alguns alimentos, pulgas, etc. Além disso, cães atópicos tem infecções de pele secundárias à alergia e muita coceira. 

Quando diagnostiquei meu pequeno com diabetes minha maior preocupação, além das injeções diárias e o pavor que ele sempre teve de agulhas, era como conseguiria controlar a alergia sem o corticóide. A cortisona é um hormônio que nosso próprio organismo produz.  Tem ótima resposta para o prurido, mas deve ser usado com cautela pelos inúmeros efeitos colaterais, sendo contra indicado para pacientes diabéticos por ser hiperglicemiante.

Um mês antes do diagnóstico iniciei um novo medicamento, um modulador do sistema imunológico chamado ciclosporina. Um dos efeitos colaterais, descritos como raríssimos na própria bula do medicamento é o aumento da glicemia. Como a mãe do Manolo era diabética, provavelmente o medicamento antecipou o diagnóstico. Mesmo assim, segui com a medicação pois a diabetes já era um caminho sem volta. 

Conforme relatei no post anterior do Manolo, optei pela dieta caseira por dois motivos – para conseguir fazê-lo comer nos horários certos e para meu gordinho perder peso. Há 7 meses cozinho para ele e certamente ele come melhor do que eu. Posso deixar de fazer a minha refeição, mas nunca a dele. O Manolo ama a comida e felizmente é meu melhor paciente diabético. As glicemias são excelentes e as poucas vezes que ele me deu susto foram por culpa da arte de “roubar comida” e comer o que não deve. 

A sorte dele é que eu consigo controlar a glicemia e monitorá-lo da melhor maneira. Com isso, consigo dar alguns petiscos fora de hora. Toda tarde dou um vergalho, ou 1 Pet Palito 0 (da Organnact), ou 1 Pró Palito (da Vetnil). Após o café ou jantar dou uma frutinha após a insulina como recompensa. É importante dizer que abro essas exceções pois tenho como controlar a glicemia dele diariamente e felizmente ele é muito compensado. A glicemia do Manolo em jejum é aproximadamente 90mg/dl e no pico não passa de 180mg/dl. Pacientes diabéticos não devem comer fora do horário e a quantidade de alimento deve ser bem certinha!

Confesso que durante esse tempo tive momentos de desespero nas crises alérgicas. Quando parei de administrar a ciclosporina ele piorou muito e se coçava demais. Acordei inúmeras noites com ele chorando de tanto se coçar, e de tanta coceira se machucava. Muitas vezes rezei e pedi para que se ele fosse viver assim, que não precisava ser por tanto tempo. Por amar tanto meu Manolinho nunca suportei vê-lo sofrendo. Ele passava dias com o colar protetor e sempre arrumava um jeito de se coçar, tremia e chorava de tanta coceira. Mesmo com receio de alterar a glicemia retomei a ciclosporina e há quase 3 meses ele toma diariamente. Felizmente meu amorzinho está muito bem.

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Há 7 meses organizo minha rotina em função dos horários dele. Acordo cedo todos os dias e me programo para estar em casa aproximadamente às 20h, que é o horário da janta. Se durmo no meu namorado volto cedinho para casa para dar o café da manhã e insulina no Manolo, se viajo tenho que programar a rotina e preparar um monte de marmitas com antecedência. Meu Manolo me enche de preocupação, me limita alguns horários, me faz perder horas na cozinha e outras horas de sono, mas faz tudo isso valer a pena!

Sou cada dia mais apaixonada por ele e esse amor é incondicional. Amo chegar em casa e vê-lo abanando o rabinho só para mim, amo o jeitinho que ele dorme e a alegria na hora do passeio e nas refeições. Meu Manolo me tornou uma veterinária melhor. E hoje, no dia do veterinário que seria meu, agradeço meu amigo por todos esses anos de aprendizado. Manolinho, se for para viver bem e feliz, quero você perto de mim por uma eternidade…

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