Posts Marcados Projeto cão sem fome

Minhas boas notícias

Após tantos pedidos de ajuda, que certamente continuarão, escrevo esse post com boas notícias sobre os cães de um dos abrigos que o Projeto Cão sem Fome ajuda.

Em janeiro desse ano estive pela primeira vez no abrigo e uma cadelinha me chamou mais atenção, a danada da Belinha. Entre tantos cães que pediam carinho e bifinho, a Belinha pedia colo. Naquela época ela ainda estava com seus 3 filhotes, magrinha de dar dó. No mesmo dia os bebês foram levados para adoção, e tudo o que soube é que a Belinha ficou triste, muito triste.

Belinha ainda no abrigo

Retornei ao abrigo no mês seguinte, e desde então a Belinha nunca mais saiu da minha cabeça. Nesse dia fiquei trabalhando sentada porque estava com o pé machucado, a danadinha não perdeu a oprotunidade de pular no meu colo e ficou lá quetinha todo o tempo que pôde. Fui embora com o coração na mão. Aquela cachorrinha era tão especial!

Em junho perdemos uma paciente, a Tiffany. A história dela foi contada nesse blog. Dias após seus donos manifestaram o desejo em adotar um cachorrinho, e em poucos dias a Belinha já estava na clínica comigo, recebendo cuidado intensivo para ir para sua nova casa. Enfim, minha princesinha foi adotada!

Belinha na sua nova casa

Uma semana após a Belinha ir para casa, veio então a Lilica para ficar conosco na clínica. A pequena chegou no abrigo depois das minhas visitas e eu ainda não a conhecia. Soube dela quando a Glaucia trouxe a Belinha e me disse que a Lilica saiu correndo atrás do carro quando sua amiga partiu. Mais uma vez, e para variar, fiquei com o coração na mão. A pequena ficou conosco um mês e graças a divulgação de amigos pelo facebook, ela também ganhou uma casa nova!

A Lilica foi adotada na semana passada e ainda não a reencontrei. A Belinha vai toda sexta passar o dia comigo e cada encontro é uma emoção. Nem sei explicar o quanto isso me faz feliz!

Ricardo e sua Lilica

No quintal da Dona Cecília as coisas vão caminhando. As obras estão na reta final, mas o Projeto ainda precisa de ajuda. Dois canis estão prontos e 3 em fase de acabamento. É preciso fazer uma limpeza no terreno, que além do entulho acumulado está cheio de lixo e mato, o que atrai insetos, ratos, etc.

O Cão sem Fome completou um ano no mês passado. Pela informação que tenho da Glaucia, coordenadora do Projeto, é que desde quando começou a ajudar esses dois quintais, foram consumidas 9 toneladas de ração. No início 300kg de ração alimentavam 36 cães. Atualmente 120 animais são atendidos e consomem uma tonelada de ração por mês.

Com relação aos cuidados veterinários, 90% dos cães estão castrados, vacinados contra Raiva e V8 e vermifugados a cada 6 meses. No ano passado 15 animais morreram por doenças e nesse ano apenas 3, desconsiderando os que foram mortos pelos vizinhos quando escaparam pelo portão improvisado. Tivemos 22 adoções e 12 castrações.

Esses números me mostram que mesmo acreditando que ainda fazemos pouco, na verdade pouco é muito para quem não tem nada. O Projeto não é meu e todo mérito é da Glaucia, que dedica o pouco do seu tempo livre de maneira tão especial. Sou apenas uma colaboradora com muita honra, e só posso fazer esse trabalho porque tenho a ajuda de amigos de verdade.

Obrigada Mariana Yukari e Vivian Calderelli, pela boa vontade, preocupação e disposição nas visitas ao abrigo. Obrigada Juliana Didiano, pela parceria de todos os dias.

Esses animais ainda precisam de ajuda e por isso conto, mais uma vez, com a colaboração de todos vocês!

Meus beijos, abraços e meu muito obrigada!!!

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Inverno aquecido no Projeto Cão sem Fome

Com a chegada do inverno, a preocupação com os animais do quintal da Dona Cecília aumenta. Claro, que muita coisa melhorou por lá: alguns cães que estavam doentes se curaram e conseguimos vacinar e vermifugar todos os animais. Além disso, o projeto recebeu doação de materias de construção para a obra do canil. Mas o Projeto Cão sem Fome continua na batalha para conseguir melhorar, ainda mais, a qualidade de vida dos animais que lá vivem. E com o frio, mantas e cobertores são bem-vindos!

Assim, neste mês acontecerá o bazar do dia das mães. Aproveite para organizar e limpar os armários. Eu adoro fazer isso e sempre encontro um monte de coisa parada sem utilidade. O que não serve mais para a gente pode ser muito útil para outras pessoas, portanto, quem puder e quiser revire os armários de casa! Os produtos arrecadados (roupas, bolsas, sapatos, eletrodomésticos, utensílios de cozinha, brinquedos,etc) serão vendidos e toda a renda revertida aos cuidados dos animais.

Outra maneira de ajudar é comprando algum dos produtos do Projeto. Basta entrar na página do Cão sem Fome, clicar na opção lojinha virtual, escolher o item que gostar e comprar! Você ajuda comprando uma mantinha para o seu animal, por exemplo.

Desde já, agradeço a todos os interessados em nos ajudar, seja com doações ou compra de produtos, seja compartilhando nossas informações com os amigos.

Ah, eu ainda não comprei mas vou providenciar hoje mesmo a mantinha para meu Manolo e minha Lolita.

Beijos e abraços!

Tatti

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Adoção: as responsabilidades de cada um

Luc

Muitas pessoas procuram ONGs para encontrar um novo animal de estimação. Mas antes da adoção é preciso ter em mente que nem todos os abrigos possuem infraestrutura suficiente para cuidar da saúde de todos os animais. Muitos são carentes de recursos básicos, como comida e higiene.

O abrigo da Dona Cecília, que faz parte do projeto Cão sem Fome,  não tem condições financeiras para cuidar adequadamente de todos os cães. Quando comecei a ajuda-los percebi que havia muito a ser feito, como melhorar a higiene e manejo do local, e combater os carrapatos que infectam e matam alguns animais. Isso sem falar na realização de exames e testes sorológicos para garantir a saúde completa de cada um. Mas isso depende de dinheiro e pouco pode ser feito de imediato. Conseguimos vacinar mais de 40 cães – o que já foi uma grande vitória.

Escrevo isso para mostrar que ao adotar um animal nesses locais, a pessoa deve ter plena consciência de que a ONG não tem controle de todos os animais e, por isso, não é responsável pelo que pode acontecer depois de sua saída. Esses projetos tentam melhorar a condição de vida dos animais, garantindo em primeiro lugar a alimentação. Tudo que vier a mais é uma vitória.

Por outro lado, acredito que as ONG de animais devem ser verdadeiras sempre. Elas devem, sim, alertar o futuro tutor sobre as reais possibilidades e necessidades do animal a ser adotado. Como veterinária, tenho obrigação e alerto todos os proprietários de animais recém-adquiridos (sejam adotados ou comprados), que nenhum deles está livre de doenças virais, por melhor estado que aparentem. Alguns vírus ficam incubados e podem se manifestar após alguns dias ou meses. Portanto, avaliações periódicas e exames complementares podem ser necessários em alguns casos.

Já ajudei algumas ONGs e sei que problemas com adoções são frequentes. É de inteira responsabilidade da ONG fornecer todas as informações sobre o animal que está sendo doado, como seu temperamento com pessoas e outros cães, traumas vivenciados, doenças anteriores, tratamentos realizados, data e carteira de vacinação, entre outras informações que possam ser úteis ao tutor. Aos proprietários que já têm outro animal, é imprescindível que saibam se existe algum risco para o contactante.

Vale saber, ao adotar, que cães vacinados têm pouquíssima chance de ser infectados por doenças como a cinomose e parvovirose (doenças virais altamente letais). Já no caso dos felinos, existem doenças graves como a Peritonite infecciosa felina (PIF) que não tem cura e pode acometer gatos em qualquer faixa etária. Não existe vacina e o risco de transmissão é grande entre os felinos.

Mas não se esqueça que os cães latem, podem urinar e defecar fora do lugar, exigem atenção e cuidado, fazem bagunça, ficam doentes e algumas vezes destroem objetos. Os felinos miam, podem arranhar móveis, cortinas e sofás, ficam doentes e precisam do nosso cuidado. Portanto, nenhum dos itens citados acima é motivo de abandono e devolução. Um animal não é objeto e precisa ser cuidado e amado por toda suaa vida. O abandono causa trauma emocional e, para mim, é um ato de crueldade.

Não compre e nem adote um animal por impulso. Se ficar doente, cuide. Quando envelhecer, continue ao seu lado. Eles merecem amor, cuidado e respeito!

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Um pedido de ajuda

Hoje fui atender os animais de um dos abrigos que o Projeto Cão sem Fome ajuda, localizado no Grajaú- zona Sul de SP, depois do autódromo de Interlagos. Dona Cecília é a proprietária da casa e abriga aproximadamente 40 cães e alguns gatos.

A convite de Glaucia, organizadora do projeto, fomos examinar alguns cães doentes e vacinar outros. Eu e minha amiga veterinária Vivian Calderelli passamos algumas horas com os peludos, e embora tenhamos feito alguns atendimentos a sensação ao sair de lá foi que muito pouco fizemos. Ainda há muito a ser feito para melhorar a qualidade de vida daqueles animais.

O que tenho certeza é que não lhes falta amor e proteção. Dona Cecília sabe o que cada um gosta e no meio daquele tumulto perde alguns minutos acariciando a cabecinha de um cão carente.  Ela faz uma pausa para acariciá-lo e fala: “É disso que ele gosta!”. Não tivemos tempo para escutar a história da maioria, ou quem sabe nos protegemos de saber detalhes de uma vida triste, ora de abandono, ora de sofrimento.

A notícia boa é que depois da ajuda do Projeto Cão sem Fome, os 40 cães tem o que comer. Glaucia e toda equipe dedicam parte do seu tempo para arrecadar o mínimo para a sobrevivência daqueles queridos animais. Há aproximadamente 5 meses eles não passam fome, mas ainda precisam de cuidado médico e melhores condições para viver. Passamos algumas horas no abrigo e foi praticamente impossível não ser conquistado por tantas carinhas carentes. Alguns fazem fila para receber um cafuné, porque carinho nunca é demais!

Um dos canis em melhor condição

Alguns problemas vão além do que podemos contribuir, porque para isso precisamos realmente de verba. Embora Dona Cecília tenha um terreno grande, os canis tem piso inacabado, as portas são velhas e improvisadas, não há separação do lugar onde dormem e fazem as necessidades. E o pior de tudo é que a parte dos canis não tem sistema de esgoto. Ou seja, aquela sujeira vai toda para a rua e vários vizinhos já acionaram a prefeitura e o centro de controle de zoonoses.

Parte da frente da casa da Dona Cecília

Dona Cecília tem muito amor e boa vontade, mas não tem a menor condição de manter tantos animais. E esse problema não tem fim, porque é bastante comum pessoas “jogarem” animais pelo muro da casa. Para quem ama tanto e cuida de muitos, Dona Cecília não tem coragem de colocá-los na rua novamente.

Portanto, aos que confiam em mim, tem interesse e condições de ajudar de alguma maneira, qualquer ajuda é bem vinda. Em breve irei ao abrigo com minha irmã arquiteta para estipulamos um orçamento dessa obra, bem como o que é possível ser feito para melhorar e reestruturar o local.

Projeto aceita qualquer tipo de doação: ração, petiscos, medicamentos, xampu, desinfetante, álcool, comedouros e bebedouros, cobertores, coleiras, etc. E lógico, melhor ainda quem tiver interesse em adotar algum dos cães. Atualmente são apenas 3 filhotes (de aproximadamente 60 dias) e os demais todos adultos. A maioria é de pequeno a médio porte, entre jovens e velhinhos. A vantagem em adotar um animal adulto é que a personalidade já está formada, portanto, não há surpresas de temperamento.

Finalizando, quero fazer alguns agradecimentos especiais. Aos colegas Mario e Adriana, da empresa de medicamento Chemitec, agradeço imensamente pela doação de vermífugos, antibióticos e demais produtos que serão de extrema valia para os bichanos. Glaucia, Fernanda e sua solícita mãe, agradeço pela companhia  e por me permitir ajudá-los de alguma maneira. A minha colega e querida amiga Vivian, agradeço pela extrema boa vontade e disposição em me ajudar no dia de hoje.

Certamente meu dia foi muito mais especial!

Saiba como ajudar: http://caosemfome.blogspot.com/p/saiba-como-ajudar.html

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Vamos ajudar os animais do Projeto Cão sem Fome?‏

Vamos ajudar o “Projeto Cão sem Fome”?

Desde novembro colaboro com o Projeto Cão sem Fome, criado para prestar assistência a cães abandonados, resgatados e em situação de risco em  São Paulo por meio do fornecimento de ração e cuidados com a saúde dos animais. O objetivo do projeto não é oferecer abrigo, recolher ou resgatar animais de rua, mas ajudar os cães que já vivem em abrigos – que são muitos, sendo que boa parte encontra-se em condições nada boas.

O projeto depende de doações por pessoas que se sensibilizam com a causa. Para isso o grupo de colaboradores promove campanhas e organiza eventos para garantir alimentação e saúde de 101 cães que vivem em abrigos.

Você já esteve em algum abrigo para cães e gatos? Já conheci alguns e posso dizer que a vida desses animais não é nada fácil. São animais sem raça, outros de raça que foram abandonados. Filhotes, velhinhos, deficientes físicos, bonitos e feios. O que eles têm em comum é a falta de um lar.

Infelizmente, escuto relatos tristes na clínica onde trabalho. De pessoas que compram um cão ou gato de raça num lugar qualquer, mas decidem “devolver” o animal quando ele adoece. Alguns  tentam se justificar: “ O tratamento vai custar mais caro do que ele. Melhor então devolvê-lo ou trocá-lo!”.  Isso acontece também com animais adotados. Qualquer imprevisto ou gasto além do planejado pode ser motivo de devolução. Já me perguntaram até se uma eutanásia não seria mais barata do que uma cirurgia para salvar a vida do bichano. Outros se cansam quando o animal envelhece e começa a sujar a casa e dar mais despesas com remédios e tratamentos. Essa é uma das partes tristes da minha rotina…

Nós, veterinários, dependemos do proprietário para cuidar corretamente do animal. Felizmente, tenho clientes especiais, que fazem o possível e o impossível pelo bem estar de seus amigos peludos. Amor e cuidado independem de questões financeiras, dependem mais do comprometimento e do respeito pelo animal que escolhemos para nos fazer companhia. Um cão ou gato de estimação é para a vida toda. Por isso temos obrigação de cuidar de sua saúde. Eles dependem da gente e nos recompensam de maneira muito especial.

Quer nos ajudar?

No fim deste ano o Projeto Cão sem Fome vai organizar um bazar de Natal para arrecadar fundos para o abrigo. Aceitamos doações de roupas novas e usadas, sapatos, roupas de cama, mesa e banho, além de utensílios de cozinha. É possível comprar sacolinhas de Natal que custam entre R$10 e R$30 com opções de produtos para ajudar os cães do abrigo. Mais informações aqui.

Se não puder com doações, compartilhe este post.

Eu e os amigos do Projeto Cão sem Fome agradecemos!

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