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Inverno aquecido no Projeto Cão sem Fome

Com a chegada do inverno, a preocupação com os animais do quintal da Dona Cecília aumenta. Claro, que muita coisa melhorou por lá: alguns cães que estavam doentes se curaram e conseguimos vacinar e vermifugar todos os animais. Além disso, o projeto recebeu doação de materias de construção para a obra do canil. Mas o Projeto Cão sem Fome continua na batalha para conseguir melhorar, ainda mais, a qualidade de vida dos animais que lá vivem. E com o frio, mantas e cobertores são bem-vindos!

Assim, neste mês acontecerá o bazar do dia das mães. Aproveite para organizar e limpar os armários. Eu adoro fazer isso e sempre encontro um monte de coisa parada sem utilidade. O que não serve mais para a gente pode ser muito útil para outras pessoas, portanto, quem puder e quiser revire os armários de casa! Os produtos arrecadados (roupas, bolsas, sapatos, eletrodomésticos, utensílios de cozinha, brinquedos,etc) serão vendidos e toda a renda revertida aos cuidados dos animais.

Outra maneira de ajudar é comprando algum dos produtos do Projeto. Basta entrar na página do Cão sem Fome, clicar na opção lojinha virtual, escolher o item que gostar e comprar! Você ajuda comprando uma mantinha para o seu animal, por exemplo.

Desde já, agradeço a todos os interessados em nos ajudar, seja com doações ou compra de produtos, seja compartilhando nossas informações com os amigos.

Ah, eu ainda não comprei mas vou providenciar hoje mesmo a mantinha para meu Manolo e minha Lolita.

Beijos e abraços!

Tatti

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Adoção: as responsabilidades de cada um

Luc

Muitas pessoas procuram ONGs para encontrar um novo animal de estimação. Mas antes da adoção é preciso ter em mente que nem todos os abrigos possuem infraestrutura suficiente para cuidar da saúde de todos os animais. Muitos são carentes de recursos básicos, como comida e higiene.

O abrigo da Dona Cecília, que faz parte do projeto Cão sem Fome,  não tem condições financeiras para cuidar adequadamente de todos os cães. Quando comecei a ajuda-los percebi que havia muito a ser feito, como melhorar a higiene e manejo do local, e combater os carrapatos que infectam e matam alguns animais. Isso sem falar na realização de exames e testes sorológicos para garantir a saúde completa de cada um. Mas isso depende de dinheiro e pouco pode ser feito de imediato. Conseguimos vacinar mais de 40 cães – o que já foi uma grande vitória.

Escrevo isso para mostrar que ao adotar um animal nesses locais, a pessoa deve ter plena consciência de que a ONG não tem controle de todos os animais e, por isso, não é responsável pelo que pode acontecer depois de sua saída. Esses projetos tentam melhorar a condição de vida dos animais, garantindo em primeiro lugar a alimentação. Tudo que vier a mais é uma vitória.

Por outro lado, acredito que as ONG de animais devem ser verdadeiras sempre. Elas devem, sim, alertar o futuro tutor sobre as reais possibilidades e necessidades do animal a ser adotado. Como veterinária, tenho obrigação e alerto todos os proprietários de animais recém-adquiridos (sejam adotados ou comprados), que nenhum deles está livre de doenças virais, por melhor estado que aparentem. Alguns vírus ficam incubados e podem se manifestar após alguns dias ou meses. Portanto, avaliações periódicas e exames complementares podem ser necessários em alguns casos.

Já ajudei algumas ONGs e sei que problemas com adoções são frequentes. É de inteira responsabilidade da ONG fornecer todas as informações sobre o animal que está sendo doado, como seu temperamento com pessoas e outros cães, traumas vivenciados, doenças anteriores, tratamentos realizados, data e carteira de vacinação, entre outras informações que possam ser úteis ao tutor. Aos proprietários que já têm outro animal, é imprescindível que saibam se existe algum risco para o contactante.

Vale saber, ao adotar, que cães vacinados têm pouquíssima chance de ser infectados por doenças como a cinomose e parvovirose (doenças virais altamente letais). Já no caso dos felinos, existem doenças graves como a Peritonite infecciosa felina (PIF) que não tem cura e pode acometer gatos em qualquer faixa etária. Não existe vacina e o risco de transmissão é grande entre os felinos.

Mas não se esqueça que os cães latem, podem urinar e defecar fora do lugar, exigem atenção e cuidado, fazem bagunça, ficam doentes e algumas vezes destroem objetos. Os felinos miam, podem arranhar móveis, cortinas e sofás, ficam doentes e precisam do nosso cuidado. Portanto, nenhum dos itens citados acima é motivo de abandono e devolução. Um animal não é objeto e precisa ser cuidado e amado por toda suaa vida. O abandono causa trauma emocional e, para mim, é um ato de crueldade.

Não compre e nem adote um animal por impulso. Se ficar doente, cuide. Quando envelhecer, continue ao seu lado. Eles merecem amor, cuidado e respeito!

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Vivendo, lendo e aprendendo

Estou relendo o livro “O encantador de cães“, de César Milan, presente do querido amigo veterinário Carlos Alberto. O autor se descreve como treinador de cães e pessoas porque muitas vezes os problemas que acreditamos ser dos nossos animais são, na verdade, nossos.

Segundo Milan, uma das principais formas de nos comunicar com nossos bichos é por meio da energia. Eles conseguem captar nossas emoções e, de acordo com nosso estado emocional, podem apresentar comportamentos diversos. O autor afirma que um cão deve ter um líder para seguir. Caso contrário, toma o posto do líder da matilha.

O livro nos ensina a enxergar os cães de outra maneira. Pela segunda vez pensei que um cachorro de rua pode não ser tão infeliz como sempre imaginei. Isso me confortou.

A primeira vez que isso me passou pela cabeça foi quando conheci a União Internacional Protetora dos Animais (UIPA). Há cerca de quatro anos trabalhei em alguns plantões na clínica veterinária da UIPA e fiquei arrasada ao ver tantos animais juntos. Cheguei a pensar se não seria melhor que estivessem em liberdade. Mas sei que a liberdade em alguns casos pode ter um preço alto, como a fome, os maus tratos e a falta de abrigo.

Voltando ao livro, acredito que todos os proprietários de cães deveriam lê-lo. Mesmo sendo veterinária e conhecendo um pouco o comportamento canino, constatei que como proprietária faço muitas coisas erradas. Um cão precisa de educação e comando, não apenas de carinho.

Um hábito comum – e errado – que adotamos com animais que temem barulho de fogos ou chuva é acariciar e acolher nosso pet nessas situações. Com isso, condicionamos e incentivamos o medo e a insegurança, quando na verdade deveríamos transmitir o contrário.

Como veterinária, lido diariamente com cães e gatos de diferentes temperamentos. Acredito plenamente na troca de energia como forma de comunicação. Os animais conseguem captar o medo e a insegurança, assim como a confiança e o amor. Alguns proprietários amam tanto seus animais que mal conseguem vê-los recebendo uma vacina. Na maioria das vezes, esses pets  ficam muito mais calmos quando seus donos não estão por perto. Já outras pessoas transmitem tanta segurança aos seus cães e gatos que tudo fica mais fácil quando estão juntos.

Desenvolvemos cada vez mais uma ligação especial com nossos animais e podemos melhorar muito esse relacionamento ao compreendê-los melhor. Um animal de companhia é, sim, um tesouro a ser protegido e amado. Mas que também precisa de educação e diversão.

Aproveitem a dica e boa leitura! Escrevam para mim depois para contar o que acharam.

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Um pedido de ajuda

Hoje fui atender os animais de um dos abrigos que o Projeto Cão sem Fome ajuda, localizado no Grajaú- zona Sul de SP, depois do autódromo de Interlagos. Dona Cecília é a proprietária da casa e abriga aproximadamente 40 cães e alguns gatos.

A convite de Glaucia, organizadora do projeto, fomos examinar alguns cães doentes e vacinar outros. Eu e minha amiga veterinária Vivian Calderelli passamos algumas horas com os peludos, e embora tenhamos feito alguns atendimentos a sensação ao sair de lá foi que muito pouco fizemos. Ainda há muito a ser feito para melhorar a qualidade de vida daqueles animais.

O que tenho certeza é que não lhes falta amor e proteção. Dona Cecília sabe o que cada um gosta e no meio daquele tumulto perde alguns minutos acariciando a cabecinha de um cão carente.  Ela faz uma pausa para acariciá-lo e fala: “É disso que ele gosta!”. Não tivemos tempo para escutar a história da maioria, ou quem sabe nos protegemos de saber detalhes de uma vida triste, ora de abandono, ora de sofrimento.

A notícia boa é que depois da ajuda do Projeto Cão sem Fome, os 40 cães tem o que comer. Glaucia e toda equipe dedicam parte do seu tempo para arrecadar o mínimo para a sobrevivência daqueles queridos animais. Há aproximadamente 5 meses eles não passam fome, mas ainda precisam de cuidado médico e melhores condições para viver. Passamos algumas horas no abrigo e foi praticamente impossível não ser conquistado por tantas carinhas carentes. Alguns fazem fila para receber um cafuné, porque carinho nunca é demais!

Um dos canis em melhor condição

Alguns problemas vão além do que podemos contribuir, porque para isso precisamos realmente de verba. Embora Dona Cecília tenha um terreno grande, os canis tem piso inacabado, as portas são velhas e improvisadas, não há separação do lugar onde dormem e fazem as necessidades. E o pior de tudo é que a parte dos canis não tem sistema de esgoto. Ou seja, aquela sujeira vai toda para a rua e vários vizinhos já acionaram a prefeitura e o centro de controle de zoonoses.

Parte da frente da casa da Dona Cecília

Dona Cecília tem muito amor e boa vontade, mas não tem a menor condição de manter tantos animais. E esse problema não tem fim, porque é bastante comum pessoas “jogarem” animais pelo muro da casa. Para quem ama tanto e cuida de muitos, Dona Cecília não tem coragem de colocá-los na rua novamente.

Portanto, aos que confiam em mim, tem interesse e condições de ajudar de alguma maneira, qualquer ajuda é bem vinda. Em breve irei ao abrigo com minha irmã arquiteta para estipulamos um orçamento dessa obra, bem como o que é possível ser feito para melhorar e reestruturar o local.

Projeto aceita qualquer tipo de doação: ração, petiscos, medicamentos, xampu, desinfetante, álcool, comedouros e bebedouros, cobertores, coleiras, etc. E lógico, melhor ainda quem tiver interesse em adotar algum dos cães. Atualmente são apenas 3 filhotes (de aproximadamente 60 dias) e os demais todos adultos. A maioria é de pequeno a médio porte, entre jovens e velhinhos. A vantagem em adotar um animal adulto é que a personalidade já está formada, portanto, não há surpresas de temperamento.

Finalizando, quero fazer alguns agradecimentos especiais. Aos colegas Mario e Adriana, da empresa de medicamento Chemitec, agradeço imensamente pela doação de vermífugos, antibióticos e demais produtos que serão de extrema valia para os bichanos. Glaucia, Fernanda e sua solícita mãe, agradeço pela companhia  e por me permitir ajudá-los de alguma maneira. A minha colega e querida amiga Vivian, agradeço pela extrema boa vontade e disposição em me ajudar no dia de hoje.

Certamente meu dia foi muito mais especial!

Saiba como ajudar: http://caosemfome.blogspot.com/p/saiba-como-ajudar.html

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Vamos ajudar os animais do Projeto Cão sem Fome?‏

Vamos ajudar o “Projeto Cão sem Fome”?

Desde novembro colaboro com o Projeto Cão sem Fome, criado para prestar assistência a cães abandonados, resgatados e em situação de risco em  São Paulo por meio do fornecimento de ração e cuidados com a saúde dos animais. O objetivo do projeto não é oferecer abrigo, recolher ou resgatar animais de rua, mas ajudar os cães que já vivem em abrigos – que são muitos, sendo que boa parte encontra-se em condições nada boas.

O projeto depende de doações por pessoas que se sensibilizam com a causa. Para isso o grupo de colaboradores promove campanhas e organiza eventos para garantir alimentação e saúde de 101 cães que vivem em abrigos.

Você já esteve em algum abrigo para cães e gatos? Já conheci alguns e posso dizer que a vida desses animais não é nada fácil. São animais sem raça, outros de raça que foram abandonados. Filhotes, velhinhos, deficientes físicos, bonitos e feios. O que eles têm em comum é a falta de um lar.

Infelizmente, escuto relatos tristes na clínica onde trabalho. De pessoas que compram um cão ou gato de raça num lugar qualquer, mas decidem “devolver” o animal quando ele adoece. Alguns  tentam se justificar: “ O tratamento vai custar mais caro do que ele. Melhor então devolvê-lo ou trocá-lo!”.  Isso acontece também com animais adotados. Qualquer imprevisto ou gasto além do planejado pode ser motivo de devolução. Já me perguntaram até se uma eutanásia não seria mais barata do que uma cirurgia para salvar a vida do bichano. Outros se cansam quando o animal envelhece e começa a sujar a casa e dar mais despesas com remédios e tratamentos. Essa é uma das partes tristes da minha rotina…

Nós, veterinários, dependemos do proprietário para cuidar corretamente do animal. Felizmente, tenho clientes especiais, que fazem o possível e o impossível pelo bem estar de seus amigos peludos. Amor e cuidado independem de questões financeiras, dependem mais do comprometimento e do respeito pelo animal que escolhemos para nos fazer companhia. Um cão ou gato de estimação é para a vida toda. Por isso temos obrigação de cuidar de sua saúde. Eles dependem da gente e nos recompensam de maneira muito especial.

Quer nos ajudar?

No fim deste ano o Projeto Cão sem Fome vai organizar um bazar de Natal para arrecadar fundos para o abrigo. Aceitamos doações de roupas novas e usadas, sapatos, roupas de cama, mesa e banho, além de utensílios de cozinha. É possível comprar sacolinhas de Natal que custam entre R$10 e R$30 com opções de produtos para ajudar os cães do abrigo. Mais informações aqui.

Se não puder com doações, compartilhe este post.

Eu e os amigos do Projeto Cão sem Fome agradecemos!

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“Canto do focinho”

Criei este blog para dar dicas de saúde, compartilhar informações, lembranças e histórias sobre os pets, nossos amigos mais fiéis e considerados por muitos membros da família.  Eles representam afeto, companhia e amor incondicional. Cuidam da nossa casa e da nossa saúde. Avisam quando algo está para acontecer, nos protegem e até mesmo brigam pela gente. Um animal de companhia pode também representar força, status e posição social.  Nossos queridos amigos nos enchem de amor… Aquele amor sem fim, desmedido e gratuito.  Mas um dia eles nos deixam também, e com isso trazem à tona um sentimento profundo de tristeza, vazio e saudades.

O “Canto do focinho” é um espaço para dividir histórias sobre nossos bichos, tenham elas um final feliz – e assim compartilhamos alegria –  ou triste – e assim compartilhamos nossa tristeza e, quem sabe, passamos a entendê-la melhor.

Além de veterinária, tenho dois cães e sou apaixonada por animais. Se você, assim como eu, ama, respeita e cuida dos animais, sinta-se em casa! Mas se ainda não teve o prazer de sentir algo assim por um bichinho, espero que este “canto” te incentive a experimentar uma história de amor sem fim!

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