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Transformando vidas

Por meio desse lindo relato, minha parceira de profissão Ju Didiano, foi premiada com uma viagem para Cartagena – Colômbia, onde acontecerá o 41° WSAVA, Congresso de Medicina Veterinária.
Ju, muito orgulho e admiração por você.  Histórias como essas são os verdadeiros presentes da vida e ser sorteada foi um reconhecimento da sua dedicação e amor. Parabéns, Ju ❤

Ju_Jully

“No dia 20/03/13 por volta das 19:30, já havia encerrado o atendimento da clínica quando nossa recepcionista me chamou dizendo que havia chegado uma emergência: uma cachorrinha atropelada.
Imediatamente pedi para o proprietário entrar na sala de atendimento para que eu pudesse examiná-la.
Ao começar o atendimento emergencial pude ver uma grande e dolorosa fratura exposta em membro anterior esquerdo. Podia sentir sua dor naquele momento. Imediatamente apliquei medicações para controle da dor.
Após medicá-la conversei com o proprietário que teríamos que submetê-la a uma anestesia geral para redução da fratura, assepsia da ferida e imobilização do membro.
Fiquei com a pequena Jully em nosso centro cirúrgico por longas 2 horas, reconstruindo cada pedacinho de seu membro. A lesão foi extensa, com ruptura de músculos, tendões e fratura completa de rádio e ulna.

 

Após finalização do procedimento, a pequena Jully foi liberada, com a fratura estabilizada, medicada e com as devidas medicações prescritas e doadas por nós, pois o proprietário apresentava restrições financeiras.
Foi solicitado que o proprietário fizesse uma radiografia do membro no dia seguinte, e retornasse em nossa clínica pra reavaliação.
Para nossa surpresa, o proprietário não voltou no dia seguinte, voltou somente 2 dias depois, com a radiografia e com a Jully com o seu membro extremamente edemaciado. O proprietário chegou em nossa clínica reclamando da cachorra, que tinha que trabalhar, que não tinha tempo para cuidar e administrar os medicamentos prescritos à Jully. Fiquei muito triste, decepcionada e brava por todo discurso do proprietário.
Deixei o proprietário desabafar tudo que precisava, fiz as medicações que a Jully precisava receber, examinei cautelosamente as radiografias, e inesperadamente, fiz uma proposta ao proprietário: que doasse a Jully para mim, eu iria cuidar da pequena, e assim que estivesse recuperada, iria encontrar uma nova família para ela. Ele nem titubeou, respondeu prontamente que aceitava, e que mais tarde nos traria as medicações que ela estava tomando. Fiquei triste por uma lado: ela havia sido abandonada pelo seu dono, mas feliz por outro: teria perspectiva de encontrar uma família digna de sua companhia e carinho.
A Jully ficou em nossa clínica por cerca de 2 meses, recebendo todo tratamento, curativos e cuidados necessários para sua recuperação. Durante este período muitos clientes a viam circulando pela clínica, mas uma pessoa em especial, a querida cliente Jussara, proprietária de nosso paciente Kiko, já estava cultivando esta pequena semente de futura dona. Um dia me perguntou se a Jully seria doada, que ela estaria interessada em adotá-la, para fazer companhia à sua mãe, uma senhora idosa que morava sozinha. Achei perfeito esta possibilidade de adoção!!!
Nos comprometemos a doá-la castrada e vacinada. E assim, após consolidação da fratura, castração e vacinação a pequena Jully encontrou sua nova família. Foi emocionante saber que existem muitas pessoas dispostas a doar seu carinho e amor a um animal abandonado.
Anualmente a Jully nos visita para as vacinas, e em todas as vezes, ela sempre vem correndo para nossa sala, quando nos vê pula, pula, pula muito, como se fizesse 10 anos que não nos víssemos.
Assim termina nossa história de transformação de vida: uma cachorrinha atropelada e abandonada, mas com nossa ajuda, conseguiu ficar com o membro completamente recuperado, sem sequelas, e com uma família nova.”

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Dermatite Atópica em Cães

Tobi

Tobi, aproximadamente 5 anos, adotado pela Ju em 2012 após ter sido abandonado no banho e tosa. Ele tinha o olho perfurado, provavelmente por auto traumatismo de tanto se coçar. Tobi tem Dermatite Atópica.

O que é a Dermatite Atópica?

A Dermatite Atópica (Atopia) é uma doença alérgica, que causa alterações na barreira da pele, a tornando mais ressecada e susceptível a infecções oportunistas pela penetração de agentes externos. Esses agentes podem ser fungos, leveduras, bactérias e/ou qualquer outro agente irritante presente em camas, cobertores, poeira, produtos de limpeza, etc.  Os principais sintomas observados são coceira, pele avermelhada e/ou ressecada, falha na pelagem, queda de pelo e feridas. Quanto mais ressecada estiver a pele, pior será a coceira.

Como diagnosticar?

Antes de determinarmos que um paciente tenha alergia, temos que descartar os problemas de pele causados por doença hormonal  e parasitas (como sarnas e fungos). Eliminando essas possíveis causas, conseguimos definir que a origem do problema possa ser mesmo alérgica. Para diagnosticarmos um paciente com Atopia, precisamos eliminar outras doenças como Dermatite Alérgica à Picada de Pulga (DAPP) e Alergia Alimentar.

1º passo: iniciar controle rigoroso de parasitas (pulgas e carrapatos), para descartar DAPP.

2 º passo: dieta hipoalergênica, com fonte proteica diferenciada (proveniente de dieta caseira ou ração especial). Essa dieta deve ser mantida por pelo menos 60 dias e é imprescindível que o paciente não coma nada diferente. Esse teste serve para excluir a possibilidade de Alergia Alimentar.

3 º passo: caso seu animalzinho não apresente resposta positiva às tentativas anteriores, fica estabelecido o quadro de Dermatite Atópica.

Como tratar?

Por não ter cura, apenas controle, um cão atópico precisa de cuidados durante toda a sua vida. Nosso objetivo principal é proporcionar conforto e melhor qualidade de vida ao nosso paciente. Listamos alguns pontos importantes do tratamento:

1-Controlar e tratar infecções secundárias. O uso de antibiótico, muitas vezes, será necessário e o tempo de tratamento recomendado pelo veterinário deve ser  seguido corretamente. Muitos proprietários, ao notar melhora no início do tratamento, suspendem a medicação antes do período estipulado. Isso interfere no tratamento e favorece às recidivas. A pele infeccionada pode causar coceira.

2-Fazer controle rigoroso de pulgas e carrapatos. Mesmo que seu animal não seja alérgico a esses parasitas, por ter uma pele mais sensível, pode apresentar mais irritação e coceira, além de doenças graves como a “doença do carrapato”.

3-Utilizar xampus hipoalergênicos e cuidar sempre da hidratação da pele. É importante salientar que a hidratação feita em pet shop hidrata apenas o pelo e não a pele do paciente. A hidratação da pele deve ser feita com produtos de uso veterinário, sempre prescritos de acordo com a necessidade de cada paciente.

4- Preferir produtos de limpeza de uso veterinário, que não são irritantes nem corrosivos para o seu animalzinho.

5- Controlar a coceira (prurido), para proporcionar conforto e evitar que seu cão se machuque. Os corticoides devem ser usados com muita cautela e nunca sem orientação.

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Manolo, o Beagle senhorzinho da Tatti. Além de Diabetes, Manolinho tem Atopia desde os 2 anos de idade.

É importante salientar que o sucesso terapêutico depende de um trabalho em equipe. Cabe a nós, veterinários do seu animalzinho, identificarmos a causa do problema e escolhermos a melhor conduta terapêutica. Entretanto, dependemos unicamente do tutor dos nossos pacientes, para seguir corretamente nossas orientações e entender que a melhora pode não ser tão rápida quanto gostaríamos. É preciso ter paciência e persistência.

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Sobre cuidados com filhotes

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Veja a matéria que colaborei com dicas sobre filhotes. Informação nunca é demais e seu melhor amigo de 4 patas agradece 🙂

http://disneybabble.uol.com.br/br/pets/filhotes-fofice-extrema-pede-cuidados-especiais

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Sobre as relações humanas na clínica de pequenos animais

 

Desde quando optei pela Medicina Veterinária sabia que teria dificuldades para lidar com a morte e com o sofrimento. Cheguei até a pensar em desistir no quarto ano de faculdade, quando iniciaram as aulas de técnica cirúrgica. Nunca aceitei que, para o nosso aprendizado, alguns animais eram destinados à eutanásia. Para mim, todo e qualquer animal é realmente um ser especial e com direito à vida. Aquilo de certa forma me feria. Mas segui em frente.

Devido a preocupação e importância que sempre tive com o relacionamento que desenvolvemos com nossos animais e pacientes, dediquei meu trabalho de conclusão de curso, em novembro de 2003, para esse assunto: a morte dos animais de companhia na clínica de pequenos animais. Não aprendemos na faculdade a lidar com as emoções humanas e com as nossas emoções. No decorrer da profissão passamos por muitas situações e momentos difíceis. Lidamos com a vida, com o amor dos donos por seus cães, e um dia eles se vão – sejam novos ou velhinhos. Na rotina da clínica muitas vezes não temos tempo de superar cada perda, cada história, cada final triste. E poder falar sobre isso acredito que seja uma maneira de exteriorizar o que me angustia.

Nesse últimos meses tivemos muitas perdas em nossa clínica – todos pacientes idosos e com doenças crônicas. Nessa fase final, acabamos nos aproximando mais de nossos clientes e pacientes, estreitamos laços de amizade, carinho e solidariedade. Lidar com a morte não é nada fácil. Lembro que no primeiro post desse blog falava justamente da dificuldade em lidar com o sofrimento e com a dor nessa fase final e, principalmente, saber se chegou o momento de decidir pela eutanásia. Tenho alguns critérios de avaliação que compartilho com o proprietário para ajudar na decisão. Mas cada caso tem suas particularidades e deve ser analisado de maneira individual. A eutanásia por conveniência é desencorajada e o bem estar do animal é colocado sempre como prioridade.

Há quem diga que por amar tanto os animais nunca faria veterinária. Muito se engana quem pensa que amamos menos, que sentimos menos e que por sermos veterinários nos acostumamos com as perdas. Apenas aprendemos a lidar com tudo isso, para continuarmos a trabalhar com o que mais amamos: os animais.

Devido a licença maternidade da minha sócia e outros contratempos  (incluindo minha dedicação ao meu Manolinho que, atualmente, está muito bem) fiquei muito tempo sem escrever. Há tempos andava angustiada e acredito que foi um acúmulo de emoções. Aquelas emoções diárias que vão se juntando a cada dia de trabalho. Uma vez uma colega de faculdade disse que não tinha tempo para sofrer por cada animal que partia, então ela acumulava essa tristeza e sofria de uma vez. Talvez seja mais ou menos assim, nossa vida sempre corrida não permite que a gente pare para lidar e superar cada perda. E dessa vez acumulei todas elas dentro de mim. E ainda me sinto triste pelas vidinhas interrompidas nos últimos meses.

Gordo - o beagle da Katia e do Claudio

Gordo – o beagle da Katia e do Claudio

Porém, sou muito grata por ter compartilhado, junto com cada amigo proprietário, tantas histórias lindas de dedicação e amor incondicional. Dentro das possibilidades e condições financeiras e emocionais de cada um, tenho orgulho em dizer que todos os nossos clientes fizeram o melhor para o seu animal. Nossos pacientes tiveram todo o amor, cuidado e dedicação que mereciam graças a tutores realmente excepcionais. E partiram deixando saudades e lindas histórias de um amor sem fim. Agradeço pela confiança e carinho, e principalmente por cuidar tão bem do seu melhor amigo – Gordo, Beagle, 12 anos da Katia, Claudio e Mark; Princesa, SRD, 16 anos da Marizete; Atena, Labrador, 16 anos do Sr. Manuel; Suzi, Poodle, 13 anos da Maria Cristina, Zahra, Beagle, 11 anos da Eunice; Dindinha, maltês, 11 anos da Maria Edna; Mel, Persa, 5 anos da Michelle e Marrie, SRD, 14 anos da Mara e Renato. Obrigada por confiarem seus melhores amigos aos nossos cuidados. Foi uma honra poder cuidar de cada um.

 

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Proteja seu amigo pet durante a Copa

Nessa época de jogos, e consequentemente de muito barulho, temos que ficar atentos aos nosso pets. Se o barulho dos fogos já é bastante ruim para a gente, para eles pode ser insuportável. De tão assustado com o barulho, seu amigo pode sair correndo e/ou fugir, e ainda corre o risco de ser atropelado. Portanto, não saia com seu cåo sem coleira, fiquem atentos a porta e portões abertos e não deixem seus gatos saírem de casa. O Hospital Veterinário Pet Care preparou dicas muito importantes sobre alguns cuidados que devemos tomar.   mascote torcedor

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As boas novas

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Há tempos não passo por aqui e algumas pessoas me escreveram pedindo notícias do meu Manolinho. Isso me deixa muito feliz e me sinto na obrigação de contar para vocês como estamos. 2013 não foi um ano fácil, mas não diria de forma alguma que foi um ano ruim. Meu pai sofreu um acidente de carro em dezembro de 2012 e como consequência teve lesão medular, ficou uma semana na UTI e um mês internado. Eu e minha família tivemos que nos adaptar a uma nova rotina cheia de cuidados, preocupação, muita gente em casa e muitas noites sem dormir. Meu pai é um guerreiro e com toda sua dedicação e força de vontade segue se recuperando muito bem.

Em fevereiro diagnostiquei meu Manolo com diabetes e os cuidados foram triplicados. Desde então, passo algumas horas na cozinha preparando sua alimentação e tantas outras estudando maneiras de mantê-lo sempre com saúde. Sempre dei importância para a alimentação e o Manolo me tornou adepta e fã da comida caseira também para os cães. Fiz alguns cursos sobre alimentação e medicina preventiva e enriqueci meu conhecimento graças ao meu ex gordinho.

No início do tratamento o peso do Manolo era 14,6kg e administrava 7 unidades de insulina a cada 12 horas. Hoje, ele pesa aproximadamente 11,6kg e usa 1,5 unidade de insulina a cada 12 horas. Ele come comida caseira 3 vezes ao dia e a rotina dele é mais ou menos dessa forma:

8h: 1/4 refeição diária + 1,5 unidade de insulina e em seguida um Pet Palito Zero ou um pedaço de maçã

12h: 1/4 refeição diária

Tarde: um palito/beiju (para roer)

20h: 1/2 refeição + 1,5 unidade de insulina + 1 castanha do Pará

Sei que muitos colegas não indicam petiscos e frutas para cães diabéticos, mas como sou veterinária e proprietária muito zelosa controlo sempre a glicemia dele. Só por isso “saio um pouco da linha”. É importante dizer que todas as vezes que tento acrescentar algo diferente na dieta controlo a glicemia com maior frequência.

Desde o ano passado ele já passou por dois procedimentos cirúrgicos simples com anestesia geral e não teve problema algum. Felizmente também não teve alteração na visão, o que me deixa extremamente feliz! Entretanto, continua “roubando” comida e tirando o meu sossego. Mas quando ele está bem me devolve o sossego e enche meu coração de alegria.

A última novidade é que no final do ano o Manolo e a Lolita ganharam uma irmãzinha nova – a Amora. Adotei a pequena em novembro de 2013 quando ainda tinha pouquíssima chance de sobrevida. Ela ficou internada por quase duas semanas no INVET e graças aos meus colegas Juliana e Danilo se recuperou bravamente de um quadro gravíssimo de insuficiência renal aguda. Eu acreditei nela e todos os dias ela me mostra o quanto valeu à pena. O Manolo nem liga para a Amora e continua vivendo num mundinho só dele, mas com a Lola (e com meu sobrinho Pedro) ela brinca o dia todo.

A Amora veio num momento em que realmente não precisava (e nem gostaria) de cuidar de mais ninguém. Tenho mais sujeira para limpar, mais gastos, mais cuidados, mais comida para fazer e mais preocupação. Em contrapartida tenho mais amor, mais orgulho, mais satisfação, mais emoção e mais alegria nos meus dias. A Amora se tornou meu “pequeno milagre”. Por tudo isso posso dizer que 2013 foi, sim, um ano muito especial. Tive amor de sobra, pessoas especiais ao meu lado e muitos motivos para comemorar!

Amora ainda internada, em novembro de 2013

Amora ainda internada – novembro de 2013


Amora - janeiro de 2014

Amora – janeiro de 2014

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O ônus e o bônus de ser uma proprietária veterinária

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Nesse mês completam 7 meses que meu Manolo, um Beagle atópico de 9 anos, foi diagnosticado com diabetes. Para quem não sabe, atopia é um tipo de alergia muito comum em cães e não tem cura, apenas controle. Um cão atópico pode ter alergia a uma série de coisas – poeira, produtos de limpeza, xampus, alguns alimentos, pulgas, etc. Além disso, cães atópicos tem infecções de pele secundárias à alergia e muita coceira. 

Quando diagnostiquei meu pequeno com diabetes minha maior preocupação, além das injeções diárias e o pavor que ele sempre teve de agulhas, era como conseguiria controlar a alergia sem o corticóide. A cortisona é um hormônio que nosso próprio organismo produz.  Tem ótima resposta para o prurido, mas deve ser usado com cautela pelos inúmeros efeitos colaterais, sendo contra indicado para pacientes diabéticos por ser hiperglicemiante.

Um mês antes do diagnóstico iniciei um novo medicamento, um modulador do sistema imunológico chamado ciclosporina. Um dos efeitos colaterais, descritos como raríssimos na própria bula do medicamento é o aumento da glicemia. Como a mãe do Manolo era diabética, provavelmente o medicamento antecipou o diagnóstico. Mesmo assim, segui com a medicação pois a diabetes já era um caminho sem volta. 

Conforme relatei no post anterior do Manolo, optei pela dieta caseira por dois motivos – para conseguir fazê-lo comer nos horários certos e para meu gordinho perder peso. Há 7 meses cozinho para ele e certamente ele come melhor do que eu. Posso deixar de fazer a minha refeição, mas nunca a dele. O Manolo ama a comida e felizmente é meu melhor paciente diabético. As glicemias são excelentes e as poucas vezes que ele me deu susto foram por culpa da arte de “roubar comida” e comer o que não deve. 

A sorte dele é que eu consigo controlar a glicemia e monitorá-lo da melhor maneira. Com isso, consigo dar alguns petiscos fora de hora. Toda tarde dou um vergalho, ou 1 Pet Palito 0 (da Organnact), ou 1 Pró Palito (da Vetnil). Após o café ou jantar dou uma frutinha após a insulina como recompensa. É importante dizer que abro essas exceções pois tenho como controlar a glicemia dele diariamente e felizmente ele é muito compensado. A glicemia do Manolo em jejum é aproximadamente 90mg/dl e no pico não passa de 180mg/dl. Pacientes diabéticos não devem comer fora do horário e a quantidade de alimento deve ser bem certinha!

Confesso que durante esse tempo tive momentos de desespero nas crises alérgicas. Quando parei de administrar a ciclosporina ele piorou muito e se coçava demais. Acordei inúmeras noites com ele chorando de tanto se coçar, e de tanta coceira se machucava. Muitas vezes rezei e pedi para que se ele fosse viver assim, que não precisava ser por tanto tempo. Por amar tanto meu Manolinho nunca suportei vê-lo sofrendo. Ele passava dias com o colar protetor e sempre arrumava um jeito de se coçar, tremia e chorava de tanta coceira. Mesmo com receio de alterar a glicemia retomei a ciclosporina e há quase 3 meses ele toma diariamente. Felizmente meu amorzinho está muito bem.

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Há 7 meses organizo minha rotina em função dos horários dele. Acordo cedo todos os dias e me programo para estar em casa aproximadamente às 20h, que é o horário da janta. Se durmo no meu namorado volto cedinho para casa para dar o café da manhã e insulina no Manolo, se viajo tenho que programar a rotina e preparar um monte de marmitas com antecedência. Meu Manolo me enche de preocupação, me limita alguns horários, me faz perder horas na cozinha e outras horas de sono, mas faz tudo isso valer a pena!

Sou cada dia mais apaixonada por ele e esse amor é incondicional. Amo chegar em casa e vê-lo abanando o rabinho só para mim, amo o jeitinho que ele dorme e a alegria na hora do passeio e nas refeições. Meu Manolo me tornou uma veterinária melhor. E hoje, no dia do veterinário que seria meu, agradeço meu amigo por todos esses anos de aprendizado. Manolinho, se for para viver bem e feliz, quero você perto de mim por uma eternidade…

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