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A vida (feliz) de um paciente com câncer

Esse breve relato é sobre a vida de um paciente com câncer. E já inicio esse post dizendo que não foi a tristeza que me inspirou a escrever. Foi a alegria.


Hoje não quero falar de tratamento e prognóstico. Quero falar de vida. Coco, um pequeno maltês que veio ainda filhote da Espanha com minha prima Roberta, atualmente tem 8 anos e em setembro de 2015, passou por uma amputação de um dedinho da pata dianteira, devido um tumor maligno. Fez quimioterapia e em janeiro foi submetido a mais uma cirurgia devido um gânglio aumentado. Em abril desse ano, infelizmente, o câncer voltou. No mesmo membro operado e dessa vez ainda maior. Foi indicado amputação alta do membro (desde o cotovelo) como tentativa de evitar o crescimento rápido desse tumor.

Assim como ela, também tive dúvida do que fazer. Existem casos de câncer que causam muita dor ao paciente, fazendo com que o mesmo, muitas vezes, inutilize o membro acometido. Há casos de tumor ósseo, por exemplo, que o animal sente tanta dor no membro que já não apoia. E casos assim nos encorajam a encarar a amputação como uma maneira de cessar a dor e proporcionar mais qualidade de vida ao paciente. Mas não é esse o caso do Cocô.

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A dificuldade da minha prima em lidar com a possível amputação, era ver o Coco fazendo, diariamente, suas atividade como se nada o tivesse incomodando. Por outro lado, acompanhávamos esse tumor crescendo a cada dia. Conversei com inúmeros colegas e expus a minha prima que estava envolvida demais para saber o que fazer.

Decidi então acompanha-la à oncologista para tentar ajuda-la decidir. A indicação foi amputação associada a uma medicação que consegue, muitas vezes, inibir o crescimento desse tipo de tumor e até mesmo fazer com que regrida. A outra opção seria não operar, correndo todos os riscos de não retirar um câncer, e iniciar a medicação apenas.

A Roberta optou por não operar e assumir o risco que essa decisão implica. Essa escolha foi baseada em proporcionar qualidade de vida, independente do tempo que ele tenha. O Coco não sofre. A Roberta sofre por ele.

Essa decisão foi tomada há pouco mais de um mês e há duas semanas o encontrei novamente. Dessa vez, o encontrei na praia e com o tumor bem menor. Sabemos que o tumor está ali. Sabemos também que pode voltar a crescer e até mesmo se espalhar. Felizmente o Coco tem o acompanhamento da oncologista Karine Germano, que soube conduzir tudo da melhor maneira possível. Expondo todas as possibilidades e também aceitando e compreendendo a decisão da Roberta.

O Coco é um cachorrinho de sorte, ele viaja, anda na mochilinha de bicicleta, vai para o trabalho com a Rô e adora pisar na areia. Ele dança com as duas patinhas de trás e nunca deixou de ser um cachorrinho feliz.


No dia que passamos juntos na praia ele fez tudo isso. Tomou sol, cavou e correu na areia. E então tive a certeza que independentemente do que aconteça daqui pra frente, a decisão da minha prima já valeu à pena. Vê-lo feliz me inspirou a escrever esse breve relato. E afirmar a mim mesmo, que o que vale mesmo à pena é viver a vida feliz. Que seja por poucos ou por muitos anos. Ser feliz é o que importa. E o Coco segue vivendo muito feliz.

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A certeza de que nada é por acaso

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Milly

Não acredito em acaso e algo muito especial aconteceu para comprovar que tudo tem um propósito.

Em 2 de janeiro, após um exaustivo sábado de plantão, descobri que minha tão desejada folga no dia seguinte não aconteceria. Devido uma pequena confusão de datas minha plantonista não havia se programado para ir. Como estava muito cansada fiquei chateada por ter que trabalhar. Um tempo depois ela disse que poderia ir, mas eu já havia me programado mentalmente para o plantão. Pensei que teria uma razão para eu ir trabalhar.

Entre alguns pacientes, atendi Milly. A pequena Poodle de 17 anos chegou no colo de seu tutor. Fiz o pronto atendimento e alguns procedimentos e devido à gravidade do caso, a encaminhei a para internação. O proprietário da Milly demonstrou confiança imediata, não questionou nada que fiz e sugeri. Demonstrou, o tempo todo, que sua única preocupação era o bem estar da Milly. Ao final da consulta, agradeceu e disse: “Que bom que você estava aqui.” Embora não tenha proporcionado o conforto imediato da pequena, ele reconheceu que fiz tudo o que estava a meu alcance com amor. E essa é uma das maiores recompensas. O reconhecimento do nosso trabalho não só pelo resultado, mas por nossa dedicação. Então contei a ele que na verdade não deveria estar de plantão, mas descobri que pela Milly eu deveria, sim, estar lá.

Após um dia de internação eles retornaram à clínica. Quarta-feira, 6 de janeiro. Embora o problema que levou Milly até minha clínica tivesse se resolvido, muitas outras coisas impediam que seu corpinho de 17 anos exercessem suas funções normais. Muito otimista que sou, mas também realista, disse que não esperava uma grande melhora e combinamos de nos ver em cinco dias. Caso a pequena demonstrasse sofrimento e/ou piora, que a trouxesse antes.

Sexta-feira, 8 de janeiro, eles retornaram. Antes da data programada. Mau sinal. Esse foi um entre outros momentos difíceis da minha profissão. Decidir, junto aos seus tutores, o que seria melhor para Milly. Nunca é fácil. E, embora não tenha obrigação de fazer algo que realmente me machuca, meu objetivo é sempre proporcionar conforto e bem estar aos animais que passam por minhas mãos. E se o melhor que posso proporcionar é a boa morte, não posso fugir.

Quando há dúvida costumo elaborar perguntas a mim mesmo e aos proprietários para, juntos, conseguirmos decidir. Milly já não interagia com as pessoas da casa de nenhuma maneira, não andava, não se alimentava, apresentava dor e começou a vocalizar isso nos últimos dias. Infelizmente não tive a chance de conhecer a Milly de verdade, pois desde que a conheci apenas uma parte dela estava presente. E mesmo num momento tão triste, senti muita gratidão pelos tutores depositarem tanta confiança em meu trabalho. Antes de sair o proprietário me agradeceu com muito carinho.

A Milly partiu em paz e amparada com muito amor. Essa eutanásia foi um ato de coragem e amor por parte dos proprietários. Nenhum animal merece sofrer. Eles são bons demais. Merecem amor e não dor.

E essa história não terminou.

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Jamille

Na semana seguinte fui atender minha paciente de acupuntura há um ano, a Jamille. Minha querida cliente Tati que a indicou e tenho um carinho enorme por toda a família Sakumoto. Durante a sessão o Thiago, seu tutor, disse que estavam muito tristes porque na semana anterior a mãe da Jamille tinha falecido. Depois de mencionar a idade e nome, com muita surpresa e emoção descobri que a pequena Milly era a mãe da minha amada Jamille!

Encarei isso como uma benção. Conhecer os tutores da Milly foi um presente. Num momento de perda e dor profunda de uma família que conviveu 17 anos com um ser tão amado, houve espaço para demonstrarem carinho e gratidão.

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Jamille

Muitas pessoas questionam a nós, veterinários, como conseguimos lidar com a morte, com o sofrimento e ter coragem de fazer uma eutanásia. Digo com absoluta certeza que é o amor que nos move. O amor pelos animais, os rabinhos abanando de alegria, as lambidas de carinho e a felicidade dos nossos amigos clientes quando conseguimos melhorar um pouquinho que seja a vida de seus melhores amigos. É o amor que nos dá coragem de enfrentar nossos medos. É o amor que me possibilita, todos os dias, lidar com situações que nem em sonho achava que conseguiria.

E além de amor de sobra, o que sinto é gratidão. Obrigada Milly, Maria Helena, Ervin e família. Obrigada Dani, Thiago e Jamille. Obrigada Tatti, Nino querido e Chico. Obrigada Cris, Vivi, Jully, Tommy e Emy. A família de vocês só me deu amor.

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Vamos ajudar os animais de Mariana?

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Os animais de Mariana também precisam de ajuda. As meninas que estão organizando essa ação são nossas amigas, também veterinárias e de nossa confiança.

Quem quiser doar ração e não puder levar até um dos postos de arrecadação e/ou medicamentos, deixem na Cobasi Radial Leste aos nossos cuidados até no máximo quarta-feira da próxima semana (dia 2). Quem preferir doar algum valor em dinheiro é bem facinho! Basta clicar aqui, pagar com cartão de crédito ou gerar um boleto.

O pouquinho de cada um pode ser bastante para eles.

Agradecemos de coração.

Tatti e Ju

 

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Sobre cuidados com filhotes

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Veja a matéria que colaborei com dicas sobre filhotes. Informação nunca é demais e seu melhor amigo de 4 patas agradece 🙂

http://disneybabble.uol.com.br/br/pets/filhotes-fofice-extrema-pede-cuidados-especiais

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Sobre as relações humanas na clínica de pequenos animais

 

Desde quando optei pela Medicina Veterinária sabia que teria dificuldades para lidar com a morte e com o sofrimento. Cheguei até a pensar em desistir no quarto ano de faculdade, quando iniciaram as aulas de técnica cirúrgica. Nunca aceitei que, para o nosso aprendizado, alguns animais eram destinados à eutanásia. Para mim, todo e qualquer animal é realmente um ser especial e com direito à vida. Aquilo de certa forma me feria. Mas segui em frente.

Devido a preocupação e importância que sempre tive com o relacionamento que desenvolvemos com nossos animais e pacientes, dediquei meu trabalho de conclusão de curso, em novembro de 2003, para esse assunto: a morte dos animais de companhia na clínica de pequenos animais. Não aprendemos na faculdade a lidar com as emoções humanas e com as nossas emoções. No decorrer da profissão passamos por muitas situações e momentos difíceis. Lidamos com a vida, com o amor dos donos por seus cães, e um dia eles se vão – sejam novos ou velhinhos. Na rotina da clínica muitas vezes não temos tempo de superar cada perda, cada história, cada final triste. E poder falar sobre isso acredito que seja uma maneira de exteriorizar o que me angustia.

Nesse últimos meses tivemos muitas perdas em nossa clínica – todos pacientes idosos e com doenças crônicas. Nessa fase final, acabamos nos aproximando mais de nossos clientes e pacientes, estreitamos laços de amizade, carinho e solidariedade. Lidar com a morte não é nada fácil. Lembro que no primeiro post desse blog falava justamente da dificuldade em lidar com o sofrimento e com a dor nessa fase final e, principalmente, saber se chegou o momento de decidir pela eutanásia. Tenho alguns critérios de avaliação que compartilho com o proprietário para ajudar na decisão. Mas cada caso tem suas particularidades e deve ser analisado de maneira individual. A eutanásia por conveniência é desencorajada e o bem estar do animal é colocado sempre como prioridade.

Há quem diga que por amar tanto os animais nunca faria veterinária. Muito se engana quem pensa que amamos menos, que sentimos menos e que por sermos veterinários nos acostumamos com as perdas. Apenas aprendemos a lidar com tudo isso, para continuarmos a trabalhar com o que mais amamos: os animais.

Devido a licença maternidade da minha sócia e outros contratempos  (incluindo minha dedicação ao meu Manolinho que, atualmente, está muito bem) fiquei muito tempo sem escrever. Há tempos andava angustiada e acredito que foi um acúmulo de emoções. Aquelas emoções diárias que vão se juntando a cada dia de trabalho. Uma vez uma colega de faculdade disse que não tinha tempo para sofrer por cada animal que partia, então ela acumulava essa tristeza e sofria de uma vez. Talvez seja mais ou menos assim, nossa vida sempre corrida não permite que a gente pare para lidar e superar cada perda. E dessa vez acumulei todas elas dentro de mim. E ainda me sinto triste pelas vidinhas interrompidas nos últimos meses.

Gordo - o beagle da Katia e do Claudio

Gordo – o beagle da Katia e do Claudio

Porém, sou muito grata por ter compartilhado, junto com cada amigo proprietário, tantas histórias lindas de dedicação e amor incondicional. Dentro das possibilidades e condições financeiras e emocionais de cada um, tenho orgulho em dizer que todos os nossos clientes fizeram o melhor para o seu animal. Nossos pacientes tiveram todo o amor, cuidado e dedicação que mereciam graças a tutores realmente excepcionais. E partiram deixando saudades e lindas histórias de um amor sem fim. Agradeço pela confiança e carinho, e principalmente por cuidar tão bem do seu melhor amigo – Gordo, Beagle, 12 anos da Katia, Claudio e Mark; Princesa, SRD, 16 anos da Marizete; Atena, Labrador, 16 anos do Sr. Manuel; Suzi, Poodle, 13 anos da Maria Cristina, Zahra, Beagle, 11 anos da Eunice; Dindinha, maltês, 11 anos da Maria Edna; Mel, Persa, 5 anos da Michelle e Marrie, SRD, 14 anos da Mara e Renato. Obrigada por confiarem seus melhores amigos aos nossos cuidados. Foi uma honra poder cuidar de cada um.

 

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Dicas para um verão saudável

Um anjo chamado Lasch

Um anjo chamado Lasch

O verão ainda nem chegou e nossos bichinhos já estão sofrendo com o calor. No mês que passou perdemos dois pacientes com suspeita de ensolação. Um muito querido e extremamente bem cuidado pelo seu melhor amigo Marcel – o guerreiro Labrador Lasch.

Margarida ainda bebê

Margarida ainda bebê

Nessa semana a linda Margarida, uma buldogue de menos de um ano de idade teve uma síncope durante um passeio. Não estava sol e ela estava acostumada com o trajeto. Margarida fez exames recentes, é uma cachorrinha muito saudável e também pode ter se sentido mal pelo calor. Cães braquicefálicos, ou seja, de focinho curto apresentam mais problemas respiratórios e, por isso, o cuidado deve ser redobrado nessas épocas do ano.

Com os meus cães, opto por passear até às 8 da manhã e após às 18h. Velhinhos e debilitados devem evitar os dias quentes de sol para passear. Aos que fazem suas necessidades apenas na rua e precisam sair várias vezes, que seja uma voltinha bem rápida!

Os cães costumam ser sempre ofegantes durante os passeios e por isso mesmo corremos o risco de não perceber se estão muito cansados.

Mesmo àqueles acostumados a longas caminhadas, recomendo um trajeto menor nos dias de calor. Não esqueçam de levar a garrafinha de água e façam pequenas pausas para observar o animal.

Deixar nosso amigo esperando no carro de jeito nenhum! Podemos ter uma péssima e desagradável surpresa. Com relação aos banhos em pet, prefiro também que evitem os períodos quentes do dia. Para muitos, o banho é estressante. E o estresse com o calor pode não ser uma boa combinação. Aos proprietários de animais de pelo longo, pensem no conforto e tosem seu amigo.

Para finalizar, ressalto a importância de prevenir seu cão e gato contra pulgas e carrapatos, ainda mais comum nos períodos quentes do ano. Costumo passar antipulga a cada 30 dias nos meus cães, e mesmo assim, achei uma pulga na minha Lolita durante o banho na semana passada. Portanto, acreditem, mesmo que vocês não vejam as pulgas, elas existem!

Deixem sempre água fresquinha para o seu pet. Meu Manolo ama  água de côco e pedrinhas de gêlo na água!

Ah, e não esqueçam dos cães e gatos de rua. Sempre que possível ofereça água a um animal… e um pouquinho de comida também 🙂

Manolo em Gonçalves

Manolo em Gonçalves

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Minhas boas notícias

Após tantos pedidos de ajuda, que certamente continuarão, escrevo esse post com boas notícias sobre os cães de um dos abrigos que o Projeto Cão sem Fome ajuda.

Em janeiro desse ano estive pela primeira vez no abrigo e uma cadelinha me chamou mais atenção, a danada da Belinha. Entre tantos cães que pediam carinho e bifinho, a Belinha pedia colo. Naquela época ela ainda estava com seus 3 filhotes, magrinha de dar dó. No mesmo dia os bebês foram levados para adoção, e tudo o que soube é que a Belinha ficou triste, muito triste.

Belinha ainda no abrigo

Retornei ao abrigo no mês seguinte, e desde então a Belinha nunca mais saiu da minha cabeça. Nesse dia fiquei trabalhando sentada porque estava com o pé machucado, a danadinha não perdeu a oprotunidade de pular no meu colo e ficou lá quetinha todo o tempo que pôde. Fui embora com o coração na mão. Aquela cachorrinha era tão especial!

Em junho perdemos uma paciente, a Tiffany. A história dela foi contada nesse blog. Dias após seus donos manifestaram o desejo em adotar um cachorrinho, e em poucos dias a Belinha já estava na clínica comigo, recebendo cuidado intensivo para ir para sua nova casa. Enfim, minha princesinha foi adotada!

Belinha na sua nova casa

Uma semana após a Belinha ir para casa, veio então a Lilica para ficar conosco na clínica. A pequena chegou no abrigo depois das minhas visitas e eu ainda não a conhecia. Soube dela quando a Glaucia trouxe a Belinha e me disse que a Lilica saiu correndo atrás do carro quando sua amiga partiu. Mais uma vez, e para variar, fiquei com o coração na mão. A pequena ficou conosco um mês e graças a divulgação de amigos pelo facebook, ela também ganhou uma casa nova!

A Lilica foi adotada na semana passada e ainda não a reencontrei. A Belinha vai toda sexta passar o dia comigo e cada encontro é uma emoção. Nem sei explicar o quanto isso me faz feliz!

Ricardo e sua Lilica

No quintal da Dona Cecília as coisas vão caminhando. As obras estão na reta final, mas o Projeto ainda precisa de ajuda. Dois canis estão prontos e 3 em fase de acabamento. É preciso fazer uma limpeza no terreno, que além do entulho acumulado está cheio de lixo e mato, o que atrai insetos, ratos, etc.

O Cão sem Fome completou um ano no mês passado. Pela informação que tenho da Glaucia, coordenadora do Projeto, é que desde quando começou a ajudar esses dois quintais, foram consumidas 9 toneladas de ração. No início 300kg de ração alimentavam 36 cães. Atualmente 120 animais são atendidos e consomem uma tonelada de ração por mês.

Com relação aos cuidados veterinários, 90% dos cães estão castrados, vacinados contra Raiva e V8 e vermifugados a cada 6 meses. No ano passado 15 animais morreram por doenças e nesse ano apenas 3, desconsiderando os que foram mortos pelos vizinhos quando escaparam pelo portão improvisado. Tivemos 22 adoções e 12 castrações.

Esses números me mostram que mesmo acreditando que ainda fazemos pouco, na verdade pouco é muito para quem não tem nada. O Projeto não é meu e todo mérito é da Glaucia, que dedica o pouco do seu tempo livre de maneira tão especial. Sou apenas uma colaboradora com muita honra, e só posso fazer esse trabalho porque tenho a ajuda de amigos de verdade.

Obrigada Mariana Yukari e Vivian Calderelli, pela boa vontade, preocupação e disposição nas visitas ao abrigo. Obrigada Juliana Didiano, pela parceria de todos os dias.

Esses animais ainda precisam de ajuda e por isso conto, mais uma vez, com a colaboração de todos vocês!

Meus beijos, abraços e meu muito obrigada!!!

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