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Fonte de água para gatos

 

Semana passada fui passear pela Praça Benedito Calixto e me encantei com essa fonte de água. Os amantes de gatos sabem o quanto esses bichanos adoram beber água em movimento. Alguns gostam de aproveitar os pingos que caem da torneira. Outros curtem a água  do box e alguns bebem até mesmo o líquido do vaso sanitário!

Os felinos têm muitas particularidades e são elas que os tornam ainda mais interessantes. A preguiça é uma delas. Tanto que, no inverno, alguns gatos mal saem do seu cantinho para beber água.  Por isso atendo com frequência, em épocas de frio, gatos com doenças renais e urinárias adquiridas porque beberam menos água do que deveriam.

A Insuficiência Renal Crônica (IRC) é muito frequente e pode ser diagnosticado em felinos de qualquer faixa etária, sendo mais comum em idosos. Não tem cura, apenas controle. Um gato com IRC precisa ingerir bastante água e ter uma alimentação adequada.

Outro problema bastante comum, principalmente em gatos machos e castrados, é a Doença do Trato Urinário Felino, que ocorre quando uma obstrução na uretra impede o gato de urinar. Além de dor e desconforto, uma obstrução urinária pode levar a uma insuficiência renal grave e, muitas vezes, irreversível.

Os gatos são muito espertos, mas demoram a manifestar algum sintoma. Se notar seu animal urinando ou defecando fora da caixa sanitária, fique atento! Pode ser um sinal de que algo não vai bem.

Para gatos de qualquer idade e raça, costumo indicar sempre ração de boa qualidade e estímulo da ingestão de água.  Para isso o proprietário deve deixar sempre água fresca à disposição do felino, de preferência em recipientes grandes e com água em movimento.  Sendo assim, essa a fonte de água é uma ótima opção!

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Nossas dicas para as férias

Capitão

Estamos no final de mais um ano e já nos surgem algumas preocupações em relação aos nossos pets. Pra quem vai viajar e não tem como levar, onde deixá-los? Pra quem quer curtir as férias com seus amigos de 4 patas, pra onde ir? Praia, cidade ou campo – com o que devemos nos preocupar? Nesse post vamos tentar ajudá-los a encontrar algumas soluções.

Para os que vão viajar sem os pets:

No caso do cão, vai depender se o seu melhor amigo está acostumado a frequentar creche/ day care e se gosta ou não de conviver com outros animais. Para os mais “caseiros”, que curtem dividir cama e sofá, recomendamos cuidadores como a galera do Dog Hero, que são pessoas como nós e vocês, que amam animais e os hospedam em seu próprio lar. Vale a pena pesquisar, ver recomendações da pessoa que irá hospedar seu cão, saber se o anfitrião tem outros animais em casa, explicar a rotina e hábitos do seu companheiro e deixar o contato do veterinário que o acompanha. Antes de deixar seu pet no período da viagem, aconselhamos a deixá-lo por um ou dois dias para testar. É uma maneira de conhecer quem irá hospedá-lo e estar por perto caso algo der errado. Antes de deixar seu pet no período da viagem, aconselhamos a deixá-lo por um ou dois dias para testar. É uma maneira de conhecer quem irá hospedá-lo e estar por perto caso algo dê errado.

Para os gatinhos, quanto menos mudarmos a rotina melhor. Os felinos, diferentemente Pipodos cães, podem ficar sozinhos por até 2 dias. Nesse caso, recomendamos que deixem sempre água fresca (de preferência bebedouros que fazem a água circular), comida suficiente e uma quantidade maior de caixa sanitárias pela casa. Gatos não gostam de sujeira e podem se recusar a usar o “banheiro” no caso do mesmo estar muito sujo.  Se tiver um amigo conhecido do bichano para ir vê-lo todos os dias, melhor ainda. Outra sugestão é contratar o serviço de um “cat sitter”. Uma dica bacana e essencial, é usar em casa o difusor de ambiente chamado Felliway. Esse produto elimina um odor similar ao odor facial do gato, que auxilia na adaptação em situações adversas,  proporcionando uma sensação de segurança e bem estar.

Para os que vão viajar com os pets:

Capitão

Antes de reservar uma pousada, casa ou hotel, cheque se seu cão e/ou gato é realmente bem-vindo, se há custo adicional e se ele pode transitar livremente pelas áreas comuns. Há casos de locais que aceitam animais, mas apenas dentro do quarto. Já outros lugares limitam o animal pelo porte. Recentemente fiz uma viagem com os meus cães para Visconde de Mauá, onde já estive algumas vezes, e chegando lá descobri que cães foram proibidos em algumas trilhas. Antes de viajar leve seu pet para uma consulta de rotina e/ou converse com seu veterinário sobre quais cuidados tomar e o que levar. É importante ter em mãos medicações que seu pet já tenha usado e que pode, eventualmente, precisar. Cães de pelo longo podem se sentir mais confortáveis com o pelo tosado. No caso dos animais que enjoam no carro, é possível medicar para aliviar o desconforto. Ah, e não deixe de checar se a vacinação e vermifugação está em dia, e levar a carteira de vacinação com você!

Praia,cidade ou campo, quais doenças prevenir?

Infelizmente alguns mosquitos servem de vetores para um monte de doenças, como a Leishmaniose (que acomete também a gente) e Dirofilariose (doença do “verme do coração”), e eles podem estar em todos os lugares. Seja na praia, na cidade ou no campo, as recomendações são as mesmas. Usar produtos que protejam seu amigo contra pulgas, carrapatos e mosquitos.

Tanto para o cão, quanto para o gato, nossa principal escolha é a coleira da Bayer Seresto. Essa coleirinha não tem cheiro, pode molhar, não é tóxica e tem sistema anti-enforcamento caso o animal se “enrosque” em algum lugar. O custo imediato pode ser um pouco mais alto, mas a coleira dura 8 meses. Vale muito a pena!

Como se divertir com seu pet (no caso o cão) na cidade de SP:

Os parques de SP são sempre os programinhas mais conhecidos e preferidos dos loucos (no bom sentido) por cães. Recomendamos sempre o uso da coleira, salvo em parques com locais apropriados e cercados, que impeçam uma fuga inesperada. É comum escutarmos de um proprietário que costuma andar com seu pet solto, que o mesmo é bonzinho e não morde. O risco é que esse cão bonzinho que não morde, pode se aproximar de um cão na coleira, que não é bonzinho e morde, e sofrer e/ou causar consequências sérias e, às vezes, fatais. Não corram esse risco. Em locais abertos mantenham sempre seu melhor amigo na coleira. Durante o passeio, preste atenção na respiração do cão e ofereça água com frequência. Em época de calor é muito comum atendermos pacientes com hipertermia (aumento de temperatura corpórea, que pode ser fatal) e manifestações respiratórias, especialmente nos cães braquicefálicos (Bulldog, Pug, Boxer, Boston Terrier, entre outros).

Snow, no Le Pain Quotidien

Muitos bares, cafés e restaurantes aceitam animais de estimação. Portanto, dá para estender a programação com seu melhor amigo. Algumas opções que gosto: Pé no Parque, Le Pain Quotidien (para um bom café da manhã), Cadillac Burger na Mooca e os restaurantes da Praça Benedito Calixto.

Para os mais aventureiros e que gostam de SUP (Stand Up Paddle), um lugar bacana para remar com seu melhor amigo é o SUPorte, no Riacho Grande. O lugar é super bonito e arborizado. Além da remada, dá pra fazer picnic e até um churrasquinho às margens da represa.

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Como melhorar a vida do seu gatinho (Parte I)

Snub

Snub, o gatinho da Tatti

 

Por Juliana Didiano

Hoje falaremos um pouco sobre o mundo felino, daremos algumas dicas de como melhorar vida ao lado desta espécie que a cada dia conquista mais nossa vida e milhares de casa ao redor do mundo.

O gato foi domesticado há cerca de 4000 anos (comparado ao cão que tem 100.000), isso explica muito dos comportamentos que ainda apresenta como ser solitário, necessidade de caçar, características fisiológicas, assim como hábitos alimentares.

No Egito, no início da sua domesticação, o felino era utilizado para proteger as colheitas dos humanos de ratos que por perto andavam. Quando um gato falecia, havia um ritual fúnebre semelhante ao dos humanos.

Já na idade média, os felinos começaram a ser vistos como maus espíritos, e eram queimados junto às pessoas acusadas de bruxaria.  No fim da idade média, os gatos voltaram a ser aceitos pela sociedade, sendo vistos como animais de luxo, vistos como “ acessórios” de damas em eventos sociais. Nesta época começam a surgir, através de melhoramento genético, as primeiras raças puras.

Com a domesticação dos felinos, observamos grande mudança dos seus hábitos comparado aos seus ancestrais: reduzimos seu espaço para caça/lazer/fuga, mudamos sua dieta, mudamos seus hábitos.

Com isso, mesmo que sem querer, acabamos desenvolvendo algumas doenças/patologias nos nossos queridos gatinhos. Hoje daremos algumas dicas de como evitar que seu gato adoeça.

Ambiente

O ambiente que seu animal vive deve ter um enriquecimento ambiental: é importante ter um esconderijo para descanso, lugares no alto para que ele possa observar o ambiente do alto (eles adoram isso, e faz semelhança a estar em cima de uma árvore se estivesse na natureza).

Casinhas para gatos

Por outro lado, felinos não toleram mudanças bruscas no ambiente em que convivem, e isso costuma ser muito ruim principalmente para os gatos gordinhos, que aumentam os níveis de cortisol sanguíneo, param de comer e desenvolvem uma doença bastante grave no fígado.

Precisamos sempre achar um meio termo para fazê-los felizes e aos poucos, se necessário, fazer mudanças em casa e na rotina do proprietário. Isso também serve para aquisição de novos membros felinos ou caninos na família.

Alimentação

Recomendamos que deste filhote seu animal seja acostumado a comer dieta seca e úmida, uma vez que através desta última iremos otimizar os níveis de ingestão de água, o que será de grande valia ao longo dos anos deste animal.  Para gatos acima do peso, é muito importante trabalharmos a saciedade do mesmo, para isso recomendamos colocar o alimento seco dentro de brinquedos específicos, em que conforme o gatinho brinque, a ração caia no chão e ele se alimente. Nesta dica iremos trabalhar o controle saciedade/apetite, gasto de energia/perda de peso.

Outra dica bastante importante: felinos adoram beber água em movimento. Como nos dias de hoje água é um bem de grande valor, e que não podemos desperdiçar deixando as torneiras de casa aberta, podemos fazer uso das fontes de água. Já existem vários modelos nos pets, para todo gosto e bolso.  Importante sempre manter a água fresca e limpa, trocando diariamente.

No próximo post daremos dicas de manejo com liteiras, problemas com arranhaduras outras coisinhas mais.

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Dermatite Atópica em Cães

Tobi

Tobi, aproximadamente 5 anos, adotado pela Ju em 2012 após ter sido abandonado no banho e tosa. Ele tinha o olho perfurado, provavelmente por auto traumatismo de tanto se coçar. Tobi tem Dermatite Atópica.

O que é a Dermatite Atópica?

A Dermatite Atópica (Atopia) é uma doença alérgica, que causa alterações na barreira da pele, a tornando mais ressecada e susceptível a infecções oportunistas pela penetração de agentes externos. Esses agentes podem ser fungos, leveduras, bactérias e/ou qualquer outro agente irritante presente em camas, cobertores, poeira, produtos de limpeza, etc.  Os principais sintomas observados são coceira, pele avermelhada e/ou ressecada, falha na pelagem, queda de pelo e feridas. Quanto mais ressecada estiver a pele, pior será a coceira.

Como diagnosticar?

Antes de determinarmos que um paciente tenha alergia, temos que descartar os problemas de pele causados por doença hormonal  e parasitas (como sarnas e fungos). Eliminando essas possíveis causas, conseguimos definir que a origem do problema possa ser mesmo alérgica. Para diagnosticarmos um paciente com Atopia, precisamos eliminar outras doenças como Dermatite Alérgica à Picada de Pulga (DAPP) e Alergia Alimentar.

1º passo: iniciar controle rigoroso de parasitas (pulgas e carrapatos), para descartar DAPP.

2 º passo: dieta hipoalergênica, com fonte proteica diferenciada (proveniente de dieta caseira ou ração especial). Essa dieta deve ser mantida por pelo menos 60 dias e é imprescindível que o paciente não coma nada diferente. Esse teste serve para excluir a possibilidade de Alergia Alimentar.

3 º passo: caso seu animalzinho não apresente resposta positiva às tentativas anteriores, fica estabelecido o quadro de Dermatite Atópica.

Como tratar?

Por não ter cura, apenas controle, um cão atópico precisa de cuidados durante toda a sua vida. Nosso objetivo principal é proporcionar conforto e melhor qualidade de vida ao nosso paciente. Listamos alguns pontos importantes do tratamento:

1-Controlar e tratar infecções secundárias. O uso de antibiótico, muitas vezes, será necessário e o tempo de tratamento recomendado pelo veterinário deve ser  seguido corretamente. Muitos proprietários, ao notar melhora no início do tratamento, suspendem a medicação antes do período estipulado. Isso interfere no tratamento e favorece às recidivas. A pele infeccionada pode causar coceira.

2-Fazer controle rigoroso de pulgas e carrapatos. Mesmo que seu animal não seja alérgico a esses parasitas, por ter uma pele mais sensível, pode apresentar mais irritação e coceira, além de doenças graves como a “doença do carrapato”.

3-Utilizar xampus hipoalergênicos e cuidar sempre da hidratação da pele. É importante salientar que a hidratação feita em pet shop hidrata apenas o pelo e não a pele do paciente. A hidratação da pele deve ser feita com produtos de uso veterinário, sempre prescritos de acordo com a necessidade de cada paciente.

4- Preferir produtos de limpeza de uso veterinário, que não são irritantes nem corrosivos para o seu animalzinho.

5- Controlar a coceira (prurido), para proporcionar conforto e evitar que seu cão se machuque. Os corticoides devem ser usados com muita cautela e nunca sem orientação.

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Manolo, o Beagle senhorzinho da Tatti. Além de Diabetes, Manolinho tem Atopia desde os 2 anos de idade.

É importante salientar que o sucesso terapêutico depende de um trabalho em equipe. Cabe a nós, veterinários do seu animalzinho, identificarmos a causa do problema e escolhermos a melhor conduta terapêutica. Entretanto, dependemos unicamente do tutor dos nossos pacientes, para seguir corretamente nossas orientações e entender que a melhora pode não ser tão rápida quanto gostaríamos. É preciso ter paciência e persistência.

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