Minha história com a Nina – por Rose Zacardi

Nina posando para a foto que encantou a Rose

Todos sabemos que várias pessoas se relacionam, namoram e até casam pela internet atualmente, mas nunca imaginei adotar um cão utilizando tanta modernidade. Estava no Facebook quando uma amiga veterinária postou fotos de uma fêmea muito maltratada e magra com  três filhotes lindos e gordinhos de aproximadamente dois meses que haviam sido resgatados por seu cunhado numa estrada.

Infelizmente, um dos filhotes havia sido atropelado e o rapaz desceu para ajudar quando se deparou com a família toda. Sem saber o que fazer, trouxe a mãe e os filhotes que restaram para o consultório da sua cunhada. Imediatamente, ela examinou a família e postou as fotos para divulgação. Não sei explicar o que eu senti quando vi aquela foto… Parecia que aquele filhote estava olhando para mim…. Chorei muito na frente do computador e disse ao meu marido: “Acabei de ser adotada!”. Meu marido não acreditou, pois temos três cães (Jessie/Yorkshire, Luna/Rottweiler, Luara/Labradora), até meu filho mais velho ver a foto e se encantar. Imediatamente ele me perguntou de quem era aquele filhote e, sem pensar, eu respondi: “Se for fêmea é nossa e é a Nina”.

Eu sempre pensei muito antes de escolher o nome das minhas cachorras. Peço opinião, pesquiso, mas o impressionante é que parecia que eu já sabia tudo. Falei com minha amiga e não deu outra, era uma fêmea, e na foto da ninhada era exatamente ela, a Nina, que estava me olhando. Fui com as crianças buscá-la e confesso, muito apreensiva, pois cães adultos e tão grandes juntos com um filhote era preocupante. Eu nunca tinha adotado um cão, sempre ganhei, comprei, e a Nina me passava uma sensação imensa de gratidão no seu olhar a todo momento. Parecia que ela sabia que não podia chorar de madrugada e tinha que fazer de tudo para ser aceita pelas outras fêmeas para ganhar um lar. Todos achavam que ela era filhote de labrador e, junto com a Luara, pareciam mãe e filha. Mas quem a adotou mesmo foi a Luna. Elas se adoram!

Nina e Luna

Quem não gostou muito dessa história foi a Jessie, que como toda yorkshire é muito possessiva e ciumenta, mas aos poucos ela vai cedendo.

É uma felicidade sem tamanho ter adotado a Nina e vê-la correndo pelo quintal saudável, alegre, bem alimentada. Não dá pra imaginar que triste futuro ela e sua família teriam se aquele rapaz não tivesse parado o carro naquele dia, naquela estrada. Eu acredito muito em anjos e ele foi um anjo no caminho deles. Esta história teve um final feliz, pois a Nina, seus dois irmãos e sua mãe foram  todos adotados, já estão vacinados e ela já está até castrada.

Você pode mudar a história de um cão. Se você não pode adotar, colabore com o que puder e como der. Faça a diferença. Ao ajudar, eu garanto que você não estará fazendo a diferença apenas para um cão, mas principalmente por você e, com certeza, tornando-se uma pessoa infinitamente muito MELHOR!!!!!

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